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Ploc

Chove Enquanto a noite descortina O silencio Que geralmente não percebemos Ao morar na avenida Motos, gente Toda madrugada.   Chove Como choram Pessoas sem direitos Sem terra, sem casa Há muito sem vida real E mesmo assim – de pé...   Chove Enquanto fingimos Não ter medo Daquilo que ainda não sabemos.   Chove Enquanto sonsos sorrisos Medos absurdos Para gente grande e livre Vem à tona e assustam Passeiam pela mente   Chove E as horas caminham Como risos sarcásticos. Lá fora a noite plena De silencio Chuva e frio...  

Contexto

Ao longe, os navios... Os vapores do ar, os sonhos de infância. O sol que se esconde Atrás das praias desertas. À frente, as horas Balançando como barcos. Suaves, em compassos Ao som dos batuques. Acima, as nuvens Cobrindo o horizonte Anunciam a chuva Que lava a noite. Ao meu lado, teu cheiro, Teu corpo e teu jeito, Modelo de amor Solto, leve e sem medo...

Tempo Temporal

O temporal - quase dilúvio - faz tremer o chão. A luz da sala desliga Enquanto milhares de descargas elétricas Despontam no chão. As horas caminham sinceras. Como a chuva que está caindo Ou o sono volúvel à noite. O tempo sempre à frente Aponta caminhos e novos ajustes ou pensamentos A quem faz o seu rumo - calado e só.

Serenata do Tempo

O silêncio do campo limpo Enche de sons os espelhos d'água. Flores suspensas em longos galhos Ditam ao sol o ritmo do seu brilho. Rutilam vozes ao longe, suaves. As horas banham o campo de silêncio. O azul do céu mergulha no espaço As cores irmãs das águas na Terra. As flores solitárias rutilam o campo... As horas banham os espelhos d'água... O sol enche de sons os longos galhos. O azul do céu mergulha no sol... As cores e horas rutilam o silêncio, E ditam aos galhos as vozes nas águas.

Anágua

Formas retangulares. O espaço fechado. O ar controlado. As horas lentas. E pernas cansadas. Sono em frente ao computador. Sempre em frente caminho, Sem medo do teu espectro. Meço os passos do desencanto, Deixo o dia passar lento e calmo. Olhos diversos em distintas direções. Os teus surgem como lua esquecida Nos meus sonhos inversos Ou nas taciturnas contemplações Da noite longa, limpa e fria. Teu olhar enigmático não surpreende O meu coração conhecedor desses caminhos. Vaga o tempo, mas não as lembranças, Enquanto sigo - sincero e tranquilo.

O Contraste

Corre o sol sem poesia No dia inconstante e passivo. Esqueço o tempo do meu despreparo, Sonhando alto enquanto tropeço. Marcham as horas da história sentida E esquecida em um sutil abandono. Abono os medos incontroláveis, Contornando com o pensamento as dores de agora. Vejo cabelos balançando ao vento. Milhares de formas e sonhos Transitando na cidade vivida E embalada em saudades inquietas De modernos sistemas e modos.

(Re)construção

Caminho nas horas de vagas palavras, Mantendo em silêncio os passos tranquilos. Sem encarar a lua no céu imponente e suave. Levanto as horas sutis No descompasso da minha quimera. Ouço tranquilo o som que badala Com o teu silencioso afastamento de mármore. Tudo polido...  Palavras e gestos, Sigo tranquilo,  sem amor em anexo, Mantendo os passos suaves nas ruas E palavras- retalhos multi versos...

Suavidade

O barco balança sobre a turva espuma Das ondas profundas no alto mar... As horas flanam seguras Enquanto o sol enfeita o dia Brilhante como um girassol de fogo. O tempo aliena o medo Na travessia suave do mar. As horas caminham em silêncio, Flanando sobre as ondas do mar. Os olhos contemplam o horizonte Enquanto o silêncio inconstante Se desfaz na tarde serena. Enquanto o caminho é refeito, Espero com o tempo as palavras Do calmo reencontro da Ilha encantada.

Encanto

Passo horas a fio Namorando com o olhar a tua fronte, Distraída,  distante, Mais perto talvez dum outro horizonte... Sigo com o olhar teus contornos sutis. Rosas de amor nada dizem Quando vejo tuas formas bem feitas No mistério da carne que incita. Perco horas a fio Sem saber a razão de todo esse encanto. Procuro sinais nesse meu coração Que traduzam a certeza Dessa paixão contida Em palavras e gestos simples, Como rosas brancas em um dia anil.

Balaio de Sensações

O mistério no silêncio do dia Guardei nos meus gestos extremos. Basta a calmaria fazer frente Às sinceras mágoas que vivo; O caminho por si se refaz, E desfaz meu temor mais profundo. Deixo as horas do meu desencontro E mantenho meu passo seguro. Vigiando atento os lados, E buscando um modo obscuro, Corro atrás de suaves lembranças, Um recanto de doces histórias, Guardo o fio do amor perdido Na nulidade do espaço, Inconstante laço do que nunca me pertenceu.

Quadro do Centro

O medo assusta as pessoas. A beleza do lugar atrai o silêncio. As horas correm, vorazes. O Centro segue a vida,  nos seus diversos ritmos. O homem catando lixo. A criança pedindo moedas. A mulher sentada frente ao banco. Os transeuntes caminham indiferentes. Passos que seguem, vidas no chão. Venceu o amor o desprezo sem par. Fica distante a conquista do pão. Qual novo mundo se quer construir, Quando os olhos fogem do que temos aqui? Os passos seguem, céleres e tranquilos. Levam bem guardados o dízimo das igrejas, Que distantes estão do povo sofrido, Pobre, oprimido, sem apoio nem chão. 

Sereno Caos

O caos na cidade esquecida Empurra os meus passos em direção ao retiro. Sigo com os pés cansados e sós, Fazendo silêncio em meio ao tumulto. As horas voaram, corrompidas pelo vento, Amigo constante do tempo incapaz. Não compreendo nos meus gestos calmos O antídoto do medo nessa noite vazia. Sem lua, pressa,  chuva ou caminho, Sentado no banco duma velha praça, Perco a certeza do instante E me permito mergulhar numa calma intransigente. São Luís,  16 de março de 2018.

Respostas(?)

A noite guardou a incerteza No recanto mais calmo da alma. As horas da noite oscilam o seu ritmo Enquanto o tempo caminha impassível. Os arranjos que fiz ao olhar para trás, Todos foram em algum dia um momento feliz... Meu silêncio caminha onde os sonhos não foram, E permeia meus gestos discretos e exatos. Se as palavras não trazem a certeza devida, Deixo a lei do silêncio imperar no percalço Da tua pele macia e morena que vibra Como a noite mais bela com os seus densos cachos.

O Erro

Caberá ao medo do passado A certeza do mais sincero sorriso... Corri tanto, e já não sei Se tudo isso valeu a pena. Não que devesse ficar. Jamais poderia fazê-lo. Mas pergunto, afinal, Se não fui infiel a mim. As horas correm Cheias de lembranças simples e contraditórias. O silêncio que faço Evoca o impossível perdido. Foi real algum dia? Ou quem sabe, ainda não deixou de ser? Todos os versos nada dizem Quando a contradição impera. Estou te deixando viver em mim, E isso assusta Pois em meio aos acertos Meu grande erro foi não me permitir esquecer.

Nerudismo

Hoje a distância impera Enquanto as horas passam E a saudade do teu cabelo cacheado Dita o ritmo do dia inclemente. Sinto falta do sorriso sincero Que entrega e esconde segredos Enquanto admiro, estático, A sutileza dos teus traços. Os teus lábios sugerem Caminhos que ainda não percorri, E me fazem refletir Sobre o mistério das tuas palavras. Distante temor ronda o meu caminho, Enquanto sigo um rumo incerto Nesse labirinto inconstante, Espelho confuso e distante Ao qual chamo vulgarmente - olhar.

Desejo e Desencontro

Imagem
A vontade de te ver impera Em meio ao caos da cidade. Os olhos contam os minutos E as horas caminham devagar. Passa o tempo,  o dia - até Mas fica em mim o desejo Consciente e constante De estar contigo um instante Nesse dia lento e frio... Não bastam as horas lentas E o triste desencontro. Oscilam as minhas certezas Longe do teu sorriso, Portal de esperanças, Sonho do paraíso, Beleza concreta e abstrata, Numa eterna menina Com trejeitos de mulher. São Luís, 23 de fevereiro de 2018.

À sombra

Quando o sol se esconde E dá lugar às nuvens no céu, O vento caminha tranquilo Sobre a copa de árvores imponentes. A chuva entrou numa trégua E as horas passaram ligeiro, Rompendo a monotonia do silêncio Com doces sorrisos sinceros. Esquecidos no tempo e espaço, Guardados na música calma e esquecida, Deixamos as horas correrem, Até que o cotidiano tolheu enfim O nosso encontro.