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É chegada a primavera!

As flores caem ao chão da pista seca De concreto batido e gasto. Os pássaros ressoam desde o meio da madrugada, Entoam cantigas no frio das três... Os olhos em frente ao espelho Notam uma cor diferente No olhar de quem corre Todos os dias contra o próprio tempo... Talvez uma solidão acostumada Em ser quem é sem medo... E que brilha na esperança de novas certezas, Caminhos e sonhos. As pessoas como sempre Passam ligeiro, correm e desviam Das descobertas de mais um dia azul, Distantes de tudo E próximas ao resto da multidão. No entanto, é primavera. Primado de luz e beleza, Silêncio, entrega, contemplação...

Medos e medições

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O vento da primavera Seco, certeiro, direto Afasta - na tarde vazia Os passos dispersos da multidão. Flores caem como mágoas diversas ao chão; São deixadas ao léu - como amores largados, Brilham e ressecam sob a luz do sol, Murcham em meio ao dia azul. As horas vazias de silêncio Na contemplação da beira mar. Afastam o silêncio inoportuno, Reconstroem a solidão contemplativa Com o medo de sofrer no intenso, delicado e incerto tempo.