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Psiqueros

Havia tempos, e eu não via nada além De pessoas e sorrisos. Houve um momento onde tudo era cinza, O chão sempre duro E as certezas da mágoa eram imponderáveis. Havia sonhos que foram esquecidos, Palavras guardadas para cartas que não mais viriam, Discretos olhares interessados que não fariam Qualquer sentido aparente Para quem cansou de acreditar. E, vê... Ainda não acredito, Mas me envolvo em silêncio, Observo aos poucos E sem que se perceba, Vou devagar sondando o território Incerto, sutil e vago... Sem pressa. Apenas absorvo Palavras no cotidiano, Envolto num sonho me engano Ou num mar de poesia me envolvo... Amor, não é com certeza. Paixão, talvez a começar. Presente do tempo ou das ilusões, Oráculo das histórias e dos corações Na infinita trajetória de Eros e Psiquê...

À sombra

Quando o sol se esconde E dá lugar às nuvens no céu, O vento caminha tranquilo Sobre a copa de árvores imponentes. A chuva entrou numa trégua E as horas passaram ligeiro, Rompendo a monotonia do silêncio Com doces sorrisos sinceros. Esquecidos no tempo e espaço, Guardados na música calma e esquecida, Deixamos as horas correrem, Até que o cotidiano tolheu enfim O nosso encontro.