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Sereno Caos

O caos na cidade esquecida Empurra os meus passos em direção ao retiro. Sigo com os pés cansados e sós, Fazendo silêncio em meio ao tumulto. As horas voaram, corrompidas pelo vento, Amigo constante do tempo incapaz. Não compreendo nos meus gestos calmos O antídoto do medo nessa noite vazia. Sem lua, pressa,  chuva ou caminho, Sentado no banco duma velha praça, Perco a certeza do instante E me permito mergulhar numa calma intransigente. São Luís,  16 de março de 2018.

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Quanto vale o instante Quando o dia se abstém dele? Questiono, mas não sei O indecifrável caminho Do mais simples toque. O dia passa tranquilo Como criança a engatinhar. Tudo parece distante Quando o sonho está ausente. Mas nada sei, pois o dia Mantém o silêncio cativo. Quanto vale a certeza Daquilo que insisto ocultar Quando os olhos desmentem sozinhos Meu cinismo nada latente? Busco o calmo instante do dia Em que o sol se repõe no horizonte, E caminha rumo ao distante e inefável Mistério do ser.