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Fim de Noite

A madrugada solta e serena Não machuca os pés cansados Nem as expectativas murchas. Corro em silêncio no escuro E vejo o céu transitivo Buscando o raio mais puro, Pro dia mais instintivo. Tento seguir sem o cansaço. Vou tropeçando no escuro... Reconhecendo o espaço, Descubro o que procuro. A noite segue sozinha rumo ao oriente distante, Enquanto mantenho o olhar fixo Na sóbria contemplação do distante azul no horizonte.

Adriana

A musa impassível Se mantém sempre distante. Distraída,  um pouco impaciente, Corre contra o tempo inclemente, Pouco percebe o horizonte. A moça da vida real. Sincera, amiga, confia no olhar. Segue tranquila o ritmo dos dias... Caminhando sozinha,  distante de utopias, Se mantém serena, com o olhar distante, Absorto em lembranças - quem sabe do mar. Adriana - é como se chama. Segue impassível, distante, distraída. Caminha sozinha contra o tempo inclemente Com seu olhar distante,  carente de utopias.

Nerudismo

Hoje a distância impera Enquanto as horas passam E a saudade do teu cabelo cacheado Dita o ritmo do dia inclemente. Sinto falta do sorriso sincero Que entrega e esconde segredos Enquanto admiro, estático, A sutileza dos teus traços. Os teus lábios sugerem Caminhos que ainda não percorri, E me fazem refletir Sobre o mistério das tuas palavras. Distante temor ronda o meu caminho, Enquanto sigo um rumo incerto Nesse labirinto inconstante, Espelho confuso e distante Ao qual chamo vulgarmente - olhar.

Questões

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Quanto vale o instante Quando o dia se abstém dele? Questiono, mas não sei O indecifrável caminho Do mais simples toque. O dia passa tranquilo Como criança a engatinhar. Tudo parece distante Quando o sonho está ausente. Mas nada sei, pois o dia Mantém o silêncio cativo. Quanto vale a certeza Daquilo que insisto ocultar Quando os olhos desmentem sozinhos Meu cinismo nada latente? Busco o calmo instante do dia Em que o sol se repõe no horizonte, E caminha rumo ao distante e inefável Mistério do ser.