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Ploc

Chove Enquanto a noite descortina O silencio Que geralmente não percebemos Ao morar na avenida Motos, gente Toda madrugada.   Chove Como choram Pessoas sem direitos Sem terra, sem casa Há muito sem vida real E mesmo assim – de pé...   Chove Enquanto fingimos Não ter medo Daquilo que ainda não sabemos.   Chove Enquanto sonsos sorrisos Medos absurdos Para gente grande e livre Vem à tona e assustam Passeiam pela mente   Chove E as horas caminham Como risos sarcásticos. Lá fora a noite plena De silencio Chuva e frio...  

Um Quadro

As ruas quase desertas. Pessoas correndo: fogem? É escuro, e a chuva ameaça Quem caminha longe de casa. É noite. Fico à espreita Do medo que desabrocha, Enquanto encontro os pingos de chuva Que não assustam meu jeito incerto e anestesiado.

Psiqueros

Havia tempos, e eu não via nada além De pessoas e sorrisos. Houve um momento onde tudo era cinza, O chão sempre duro E as certezas da mágoa eram imponderáveis. Havia sonhos que foram esquecidos, Palavras guardadas para cartas que não mais viriam, Discretos olhares interessados que não fariam Qualquer sentido aparente Para quem cansou de acreditar. E, vê... Ainda não acredito, Mas me envolvo em silêncio, Observo aos poucos E sem que se perceba, Vou devagar sondando o território Incerto, sutil e vago... Sem pressa. Apenas absorvo Palavras no cotidiano, Envolto num sonho me engano Ou num mar de poesia me envolvo... Amor, não é com certeza. Paixão, talvez a começar. Presente do tempo ou das ilusões, Oráculo das histórias e dos corações Na infinita trajetória de Eros e Psiquê...

O gado

Pessoas nas ruas caminham inertes. O gado humano segue teleguiado Rumo ao abate triste e profundo. Sem dignidade,  consciência ou futuro, O amanhã nasce mais amargo. Vejo inerte o povo em silêncio. Segue o abate das mentes pensantes. Deixam vivos os seres inertes, Sem consciência,  dignidade ou futuro...