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Ao Léu

Ao léu joguei os vestígios de amor, Procurando o espelho dos sonhos Que destoam dos velhos tempos, Quando um sorriso bastava para o ano inteiro. Se o sol brilha tanto, E eu - agora - me escondo, Caberia ao tempo refazer os caminhos? Sigo as horas vazias, e a noite voraz; Ouço vozes das ruas, Vento correndo, mundo sem fim. Meu amor se perdeu Nas palavras sinceras, Foi o fim das quimeras Dessas noites mal dormidas Que ainda me afligem Enquanto sussurro ao silêncio O receio de um novo horizonte.

O gado

Pessoas nas ruas caminham inertes. O gado humano segue teleguiado Rumo ao abate triste e profundo. Sem dignidade,  consciência ou futuro, O amanhã nasce mais amargo. Vejo inerte o povo em silêncio. Segue o abate das mentes pensantes. Deixam vivos os seres inertes, Sem consciência,  dignidade ou futuro...