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FRIO

  Insônia como serão... A chuva nesses dias Quebrou o fluxo Os ritmos Deixou turvos medos E incertos rumos.   Me abstenho De procurar novos contornos Que não façam qualquer sentido. Absorto Com o som das cigarras Vou deixando as horas contarem Os segredos do tempo que vai Frio e sem direção.   Afago a cama Lá fora é incerto Frio Quase melancólico Mas certo como dois e dois São quatro Se não tenho artifícios Se a espera é paciente Como o tempo a cada passo...    

Essa Noite

A rua serena Na velha rotina Dos passos que vão e vem, Engata palavras,  avoluma sussurros, Assusta desatentos ouvidos Na noite singela e monótona De um linear e silencioso bairro. Espero a chuva cair... Mas sei que o tempo engana, E a noite sem estrelas ou luar Nada fala, atenta ao seu ofício, Num infinito ciclo de constantes recomeços. Embalado na rede Permito-me deixar o vento da noite Adentrar com o seu frio ligeiro, Enquanto transformo pensamentos Em palavras bruscas e tortas. Não bastam flores ou cartas, Se o silêncio é a regra, Quando as palavras são farsas E o coração - de pedra.

Desejo e Desencontro

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A vontade de te ver impera Em meio ao caos da cidade. Os olhos contam os minutos E as horas caminham devagar. Passa o tempo,  o dia - até Mas fica em mim o desejo Consciente e constante De estar contigo um instante Nesse dia lento e frio... Não bastam as horas lentas E o triste desencontro. Oscilam as minhas certezas Longe do teu sorriso, Portal de esperanças, Sonho do paraíso, Beleza concreta e abstrata, Numa eterna menina Com trejeitos de mulher. São Luís, 23 de fevereiro de 2018.