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Incisão

Viajam no tempo as formas fluídas Do mês de abril que corre cansado. Vagueia o silêncio de imponderáveis lembranças Quando tudo o que busco é a calma constante. Arcas jogadas ladeiras abaixo Quase não deixam memórias gravadas. Ecoam o fim do que nunca existiu, Clamam sozinhas por um recomeço. Migra o desespero frente ao passado De incríveis palavras - já desgastadas. E quando as horas triunfam serenas, Escrevo um poema - que fale - de amor.

Sereno Caos

O caos na cidade esquecida Empurra os meus passos em direção ao retiro. Sigo com os pés cansados e sós, Fazendo silêncio em meio ao tumulto. As horas voaram, corrompidas pelo vento, Amigo constante do tempo incapaz. Não compreendo nos meus gestos calmos O antídoto do medo nessa noite vazia. Sem lua, pressa,  chuva ou caminho, Sentado no banco duma velha praça, Perco a certeza do instante E me permito mergulhar numa calma intransigente. São Luís,  16 de março de 2018.