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Um Quadro

As ruas quase desertas. Pessoas correndo: fogem? É escuro, e a chuva ameaça Quem caminha longe de casa. É noite. Fico à espreita Do medo que desabrocha, Enquanto encontro os pingos de chuva Que não assustam meu jeito incerto e anestesiado.

Fim de Noite

A madrugada solta e serena Não machuca os pés cansados Nem as expectativas murchas. Corro em silêncio no escuro E vejo o céu transitivo Buscando o raio mais puro, Pro dia mais instintivo. Tento seguir sem o cansaço. Vou tropeçando no escuro... Reconhecendo o espaço, Descubro o que procuro. A noite segue sozinha rumo ao oriente distante, Enquanto mantenho o olhar fixo Na sóbria contemplação do distante azul no horizonte.