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Horizonte no Tempo

A árvore seca, firme e sem folhas Aguarda o tempo das flores azuis. O vento pusilânime enfrenta As horas de silêncio e quebranto. Sussurro às hordas do tempo Saudades dos sonhos de outrora. Não deixo a serenidade escapar Mesmo que as dores flutuem no espaço... E deixo o sol encontrar-me no dia, Caminhando sob o dia anil.

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As lembranças não correm Com o passo ligeiro Enquanto a cidade constrói em silêncio Suas verdades de asfalto e concreto, Logo que um dia de sol se anuncia. Guardo os segredos dos meus velhos laços, Hoje tão fartos de serem passado... Talvez o dia azul fosse tudo O que preciso para manter o meu mundo. O silêncio dos dias vem calmo e sereno. Senta ao meu lado, Repleto de cansaço e dúvidas, Sentado num lugar qualquer, Sem saber no que pensar. Apenas respiro e confronto o tempo. Dores já tive,  mas agora Tenho um escudo Silencioso e inconstante: A serenidade impera enquanto Faço dos momentos mosaico E das lembranças retalhos Pra onde não quero voltar.

Nerudismo

Hoje a distância impera Enquanto as horas passam E a saudade do teu cabelo cacheado Dita o ritmo do dia inclemente. Sinto falta do sorriso sincero Que entrega e esconde segredos Enquanto admiro, estático, A sutileza dos teus traços. Os teus lábios sugerem Caminhos que ainda não percorri, E me fazem refletir Sobre o mistério das tuas palavras. Distante temor ronda o meu caminho, Enquanto sigo um rumo incerto Nesse labirinto inconstante, Espelho confuso e distante Ao qual chamo vulgarmente - olhar.

Domingo

Me disseram um dia Que o amor era decisão. Essa frase guardei, Mas confesso- deixei Numa velha cômoda Como quem deseja esquecer Um velho porta retrato. A saudade arquivada e contida Veio à tona em tons vermelhos, Dominou o caminho que trilhei E me trouxe de volta ao teu amor, O qual era refém do medo De romper com velhas histórias Que nunca me deram paz.