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Na Madrugada

Os galos cantam na sombria e lenta madrugada. Penso nas flores sensíveis e frágeis. Rememoro histórias, percebendo as respostas Que um dia busquei em meio a tantos desencantos. E me vejo pensando em você... Na entrega doce e apaixonada Que me invade e faz perceber A sutileza na construção De um caminho que seja só nosso. A cada instante,  desejo um sonho só nosso E me afasto de vias tortas e escuras Pra te encontrar onde for preciso E seguir tranquilo ao lado teu. Talvez seja amor, enfim. E isso não me assusta dessa vez... Quem sabe o tempo sempre esteve certo, Mas nunca foi claro no seu horizonte.

O olhar

O tempo se comporta calmo e são. O dia nasce limpo, seco, mas suave. O vento afaga num terno abraço. A vida caminha com poucos receios. Quem sabe as palavras assomem Numa manhã, de repente... E o mundo acorde tranquilo ou indiferente ao caos. Ou seria o olhar de quem vive? Transbordando de encanto e palavras, Recheando de amor as ruas antigas Com o olhar humilde e constante, Buscando o horizonte dos versos que vem.

Catirina (Poema 2)

Solto as amarras de antigas promessas e sonhos. Sigo a linha do horizonte e busco Palavras que descrevam meu medo descontínuo. Do cacto nasceu a flor Que na primavera surpreendeu. Abriu um sorriso e revelou O que meu coração nunca percebeu. Com um vago receio me pergunto Se a flor de cacto corresponde Ao impulso que tenho a cada olhar, À força das palavras sinceras, À paixão que nasce devagar, Ao silêncio inequívoco e eficaz. Restam dúvidas enquanto o dia nasce, A solidão repele E meu sentimento, incerto e insensato, Enfrenta tempo e espaço, E sonha com o que ainda não aconteceu.

Ao Léu

Ao léu joguei os vestígios de amor, Procurando o espelho dos sonhos Que destoam dos velhos tempos, Quando um sorriso bastava para o ano inteiro. Se o sol brilha tanto, E eu - agora - me escondo, Caberia ao tempo refazer os caminhos? Sigo as horas vazias, e a noite voraz; Ouço vozes das ruas, Vento correndo, mundo sem fim. Meu amor se perdeu Nas palavras sinceras, Foi o fim das quimeras Dessas noites mal dormidas Que ainda me afligem Enquanto sussurro ao silêncio O receio de um novo horizonte.

Fim de Noite

A madrugada solta e serena Não machuca os pés cansados Nem as expectativas murchas. Corro em silêncio no escuro E vejo o céu transitivo Buscando o raio mais puro, Pro dia mais instintivo. Tento seguir sem o cansaço. Vou tropeçando no escuro... Reconhecendo o espaço, Descubro o que procuro. A noite segue sozinha rumo ao oriente distante, Enquanto mantenho o olhar fixo Na sóbria contemplação do distante azul no horizonte.

Olhos na Chuva

Um passo de cada vez Em meio à chuva intensa. Os olhos miram o chão Na noite espaçada e fria. Os olhos buscam o espelho Pros versos então oprimidos Lançarem à luz seus segredos, Deixando seu medo esquecido. O silêncio na noite chuvosa Traz ao clima o frio mais puro. Os minutos passam, As palavras se entrelaçam Num horizonte qualquer De incertezas internas.

Encanto

Passo horas a fio Namorando com o olhar a tua fronte, Distraída,  distante, Mais perto talvez dum outro horizonte... Sigo com o olhar teus contornos sutis. Rosas de amor nada dizem Quando vejo tuas formas bem feitas No mistério da carne que incita. Perco horas a fio Sem saber a razão de todo esse encanto. Procuro sinais nesse meu coração Que traduzam a certeza Dessa paixão contida Em palavras e gestos simples, Como rosas brancas em um dia anil.

Adriana

A musa impassível Se mantém sempre distante. Distraída,  um pouco impaciente, Corre contra o tempo inclemente, Pouco percebe o horizonte. A moça da vida real. Sincera, amiga, confia no olhar. Segue tranquila o ritmo dos dias... Caminhando sozinha,  distante de utopias, Se mantém serena, com o olhar distante, Absorto em lembranças - quem sabe do mar. Adriana - é como se chama. Segue impassível, distante, distraída. Caminha sozinha contra o tempo inclemente Com seu olhar distante,  carente de utopias.

As Flores do Dia

As pétalas caem ao chão... O dia caminha lento um instante. O silêncio domina a circunstância incomum. Caminho por vales com suaves declives. Corro ou socorro os passos compassados? Pétalas caem sobre o chão. Voam distantes rumo às incertezas. Conto os passos como quem segue estrelas. Vejo o horizonte,  mas o faço contando espaços, Esperando respostas do que ainda não vi...