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Flores no asfalto e céu rosado

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Flores brancas caem dos galhos    [Adentram o chão de concreto e asfalto, Afogam o impacto do tempo passado, Perseguem o ritmo natural. Quisera eu entender a sua lógica Por algum meio pouco técnico - E ver na vida um ponto aberto Às interrogações que crescem,  espantam, afligem. Hoje o que temos ao nascer do dia Além de flores caindo ao chão, É um céu rosado de poesia, Melancolia - e solidão.

Mais um Dia

Os galos ansiosos Aceleram a chegada do dia, Enquanto - no quarto Murmuro palavras ao meu passado. O tempo,  afinal, corre fugaz. As horas de sonho se esvaem. Os olhos calmos e silenciosos Sussurram ao vento diversos lamentos, Enquanto a brisa fria das ruas Invade um recinto de poeta.

Agora

As escolas quebradas. Os pobres jogados ao ostracismo. Bandeiras-aos montes- se espalham Nas ruas, e enganam olhares de sonhos e luta. Bastam palavras,  toques e mentiras. O povo (re) usado se curva impotente. Não vêem que a vida é luta constante No instante em que a ilusão, Companheira esperada em tempos incertos. Mendigos jogados nas ruas À mercê da sorte sofrida e incerta, Contemplam com os olhos a miséria De quem lhes recusa um abraço ou o pão. Marchando com flores à frente, Com sonhos e amores nas mãos, Podemos mudar a história, Viver em um mundo de irmãos, Destruindo o passado dorido, Doando sonhos, garra e luta, Caminhando na contra mão. São Luis, 17 de agosto de 2018

O Erro

Caberá ao medo do passado A certeza do mais sincero sorriso... Corri tanto, e já não sei Se tudo isso valeu a pena. Não que devesse ficar. Jamais poderia fazê-lo. Mas pergunto, afinal, Se não fui infiel a mim. As horas correm Cheias de lembranças simples e contraditórias. O silêncio que faço Evoca o impossível perdido. Foi real algum dia? Ou quem sabe, ainda não deixou de ser? Todos os versos nada dizem Quando a contradição impera. Estou te deixando viver em mim, E isso assusta Pois em meio aos acertos Meu grande erro foi não me permitir esquecer.