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Quadro do Centro

O medo assusta as pessoas. A beleza do lugar atrai o silêncio. As horas correm, vorazes. O Centro segue a vida,  nos seus diversos ritmos. O homem catando lixo. A criança pedindo moedas. A mulher sentada frente ao banco. Os transeuntes caminham indiferentes. Passos que seguem, vidas no chão. Venceu o amor o desprezo sem par. Fica distante a conquista do pão. Qual novo mundo se quer construir, Quando os olhos fogem do que temos aqui? Os passos seguem, céleres e tranquilos. Levam bem guardados o dízimo das igrejas, Que distantes estão do povo sofrido, Pobre, oprimido, sem apoio nem chão. 

Pierrô sem Colombina

As semanas passaram ligeiro. O carnaval chegou... E o descompasso Das certezas de amores massacrados Traça os passos pensativos De um pierrô apaixonado. A cidade cintila com os foliões nas ruas. As cartas escritas - onde estão agora? Com os passos,  vem a saudade Daquela que nunca o amou. Olha o céu,  e contempla sereno O azul de vida que transborda Nesse mar de incertezas, Em meio ao silêncio inconstante, Distante daquela a quem um dia escreveu.

Recomeço

Passam segundos, passa o passado. Ouço passos; passou o ruído. Descompasso do tempo, Repasso o espaço do teu abraço,  Inconstante laço de um desamparo. Passam horas,  passam abraços.  Passam histórias,  voa o passado.  Refaço o começo,  Recomeço os passos... Refaço o tempo do esquecido espaço.  Guardo os passos que ainda não trilhei,  Enquanto os caminhos criam compassos,  Ritmos que guiam o descompasso meu. 

Caminho

Desço a ladeira lentamente... Meus sonoros passos Confundem-se com o silêncio das ruas, Escuros caminhos que me fazem seguir. Observo o céu,  escuro e calmo. As nuvens cobrem- lentamente A lua que oculta o seu riso. Encontro em minhas mãos O segredo dos tristes modos Que afastam a quem não expulso Do convívio com meus gestos toscos. Caem as folhas das árvores... Cai a noite enluarada, Vão embora as lembranças Do que nunca existiu. São Luís,  19 de agosto de 2017.

Rayanna

Olhos profusos me atraem. Os teus me levam a lugares Distantes e enigmáticos, Em questão de segundos. Moça bonita  -  que parece uma índia, Você sempre esconde os melhores sorrisos, Deixando em gavetas de solidão A sua mais pura verdade. Moça bonita da pele morena, Tuas palavras encantam Num doce canto de silêncio Que só os teus olhos sabem expressar. Não sei o que há em você ... Apenas deixo meus olhos se encontrarem com os teus, Abandono a solidão dos meus passos, Sedentos dum espaço comum, Anseiam que,  com eles,  estejam os teus.