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Pés na Areia

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Hoje pisei na areia molhada Banhada de mar Que vai e vem Sereno E traz a fugitiva brisa Que segue Sempre em frente... Passos, lembranças... Sussurros do vento. Ruído do mar. Paz A calma do tempo. Dia se pondo, E eu caminhando... Ao longe a floresta. O céu pouco azul. É a noite que chega Com a lua crescente Forte, resplandecente. É o tempo que corre. É a vida presente...

Tempos de Concretude

  Tempos Que correm Se espraiam Se desentranham da pele E se desfazem Voam como a eternidade Do não saber Frente a dúvida O que fazer Como caminhar.   Brigam na rua. Pra que E por quem Não se sabe. Talvez não importe.   O silencio na casa Precaução nos caminhos São os dias que correm Eu olhando sozinho Aquele velho céu Sabendo que nada ali É tão místico Quanto sonhar...

O despertar

Ontem o sol veio ao encontro De um povo firme e decidido, Desperto e há muito esquecido Mas firme como o azul do céu. Vi uma multidão infinita. Linda passeata de amor... Palavras e gestos sinceros. Detive o tempo no olhar abstrato E encontrei a luz que guiará o país. O tempo e os gestos constroem Um mundo novo e fraterno, O novo momento que espero Para afastar o passado. Momento de amor e comunhão, Em que uníssona, a multidão Deixou o seu recado : Ele não.

Serenata do Tempo

O silêncio do campo limpo Enche de sons os espelhos d'água. Flores suspensas em longos galhos Ditam ao sol o ritmo do seu brilho. Rutilam vozes ao longe, suaves. As horas banham o campo de silêncio. O azul do céu mergulha no espaço As cores irmãs das águas na Terra. As flores solitárias rutilam o campo... As horas banham os espelhos d'água... O sol enche de sons os longos galhos. O azul do céu mergulha no sol... As cores e horas rutilam o silêncio, E ditam aos galhos as vozes nas águas.

A noite sincera sem Luar

O gato preto me fita Com seu felino olhar atento. Refém da preguiça, Encara a  minha mão, Mas fecha seus olhos E aproveita o sono da noite, Escura como a pupila dos seus olhos arregalados... Cães latem nas ruas. Pessoas andam com pressa Na rua deserta de sonhos. Cansaço cotidiano - isso as invade e domina E assusta quem - sem medo, Não deixou de sonhar com um mundo sincero. O céu sem luar e estrelas, Signo da modernidade doentia, Deixa as luzes dos postes irradiarem Sobre a nossa humanidade perdida.

Fim de Noite

A madrugada solta e serena Não machuca os pés cansados Nem as expectativas murchas. Corro em silêncio no escuro E vejo o céu transitivo Buscando o raio mais puro, Pro dia mais instintivo. Tento seguir sem o cansaço. Vou tropeçando no escuro... Reconhecendo o espaço, Descubro o que procuro. A noite segue sozinha rumo ao oriente distante, Enquanto mantenho o olhar fixo Na sóbria contemplação do distante azul no horizonte.

À sombra

Quando o sol se esconde E dá lugar às nuvens no céu, O vento caminha tranquilo Sobre a copa de árvores imponentes. A chuva entrou numa trégua E as horas passaram ligeiro, Rompendo a monotonia do silêncio Com doces sorrisos sinceros. Esquecidos no tempo e espaço, Guardados na música calma e esquecida, Deixamos as horas correrem, Até que o cotidiano tolheu enfim O nosso encontro.

Segunda de Chuva

Chove sobre a cidade, Que está nua sob a fonte Distante da pálida calma cotidiana. O azul do céu ficou violeta, Quando ao invés da lua A água em tudo ficou visível. Percebo meus passos encharcados Neste caminho,  já conhecido Que guarda segredos amedrontados Num banco de praça adormecido. Meço as distâncias que ainda não percorri, E percebo que tudo está por escrever, Enquanto o mistério segue o caminho lado a lado comigo, Com o imutável propósito de ter um abrigo Nessa incessante busca de um recomeço.