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Mostrando postagens de maio, 2026

Dia, dia, nossos dias.

 Dia azul... Tempo quente. Sou solitário, calado, agindo frio, Cultivando um silêncio descontente... Dia calmo... As horas voam. Tenho saudade de dias idos. Os olhos miram o universo. A vida pede a calma De um semi eremita. Dia agitado... A ânsia de ser melhor Me assusta, me apressa, E a incerteza dos dias Me faz perder o sono Tumultua a paz e a poesia. Dia quente, tempo frio... Olho pros lados, Me vejo sozinho, Buscando novas referências Para bem mudar o destino E elaborar a minha verdade.

Sonhos, Vida, Realidade.

É engraçado como a gente corre Como a gente vive Sem jeito pra viver Como a gente sonha Sem tempo de sonhar. Estamos sempre imersos no caos Sonhando com dias azuis Dias tão quentes e incertos, Enquanto os dias cinzas trazem o frio Que envolve os corpos imersos em sono. Estamos sempre fugindo da gente Com medo de nossa própria solidão Da miséria de nossas escolhas Dos nossos modos desconfortáveis Que desmascaram qualquer ilusão Sobre quem somos Quando a platéia voluntária Não nos vê.

Sem Razão Aparente

 Os braços doem... A queda no dia anterior Foi apenas um episódio. Os dias seguem azuis e cinzas. Os olhos correm diante da escuridão. Observo os casais de longe, E chego à conclusão Que, talvez, nunca tenha entendido Plenamente o amor. Além da conexão, dos risos e choros, Das brigas e da paz, Há verdade no incômodo, Há certezas que se constroem sobre o nada, Há dores, cessão, entrega... E talvez por isso Mal tenha amado alguém, Perdido em saltos de intensidade, Entregas ilógicas, histórias que duram estações E depois, não mais... Nunca mais... É vaga a imprecisão do encaixe, Do toque que enerva, Do beijo que inspira e afaga, Do gesto que aflige e calma, Dos sonhos conjuntos (seriam mesmo?) Que se perdem no frio. E assim, é certo, Talvez não haja em mim A mais vaga certeza Sobre como é amar plenamente Um alguém que se escolhe Todos os dias No infinito da finitude.