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A Marília dos meus versos

Embaixo das árvores Com a cabeça recostada num espaço de concreto Repousou a Marília dos meus dias mais calmos. Fitei em silêncio seu rosto sereno, Como quem descobre a paz verdadeira Nos mais simples traços do porte pequeno, No encanto que emana do seu cabelo. Incontido silêncio rondou nosso momento Quando tudo ao redor parecia prosaico E a campina ao redor sugeria aos olhos O frescor do seu leito aos corpos cansados. A Marília do meu real idílio Com sua pele morena e seu olhar instigante, Deu ao dia o momento mais belo e tranquilo, Fuga e retiro ao cansaço, horizonte de luz num pequeno instante.

À sombra

Quando o sol se esconde E dá lugar às nuvens no céu, O vento caminha tranquilo Sobre a copa de árvores imponentes. A chuva entrou numa trégua E as horas passaram ligeiro, Rompendo a monotonia do silêncio Com doces sorrisos sinceros. Esquecidos no tempo e espaço, Guardados na música calma e esquecida, Deixamos as horas correrem, Até que o cotidiano tolheu enfim O nosso encontro.