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O mistério de Cronos

O tempo embala as memórias. O nada se impõe ao silêncio. Os dias seriam mais belos Sem mágoas no horizonte. Procuro o socorro da luz No concreto labirinto... Tateio palavras - discursos vazios. Procuro teu cheiro,  com os olhos abertos, Sonhando despertos nas horas de estio. Florescem os vestígios de um recomeço... Descubro o vazio no qual reconheço Teu gosto sincero pela distância, Deixando as horas correrem, Relevando o nada que fomos. Talvez só restem gotas Que façam sentir o meu rude descompasso Do abraço que não me deu Quando,  enfim - te deixei partir.

Pierrô sem Colombina

As semanas passaram ligeiro. O carnaval chegou... E o descompasso Das certezas de amores massacrados Traça os passos pensativos De um pierrô apaixonado. A cidade cintila com os foliões nas ruas. As cartas escritas - onde estão agora? Com os passos,  vem a saudade Daquela que nunca o amou. Olha o céu,  e contempla sereno O azul de vida que transborda Nesse mar de incertezas, Em meio ao silêncio inconstante, Distante daquela a quem um dia escreveu.

Recomeço

Passam segundos, passa o passado. Ouço passos; passou o ruído. Descompasso do tempo, Repasso o espaço do teu abraço,  Inconstante laço de um desamparo. Passam horas,  passam abraços.  Passam histórias,  voa o passado.  Refaço o começo,  Recomeço os passos... Refaço o tempo do esquecido espaço.  Guardo os passos que ainda não trilhei,  Enquanto os caminhos criam compassos,  Ritmos que guiam o descompasso meu.