Poema Brejeiro
Naveguei por um mar hoje tranquilo... Da ilha vim ao continente. Estou calmo, e o silêncio da noite cortado Pelas cigarras me diz que a paz Não se esconde dos sons. Os gatos correm em todas as direções. Motos ao longe, correm sobre a curva. A vida é doce, a vida é turva... As horas dançam num sarau. Olho em direção ao teto e sorrio. As flores caem no tempo escuro e frio Que traz os tons da madrugada. A noite parece abandonada... O tempo, no entanto, é gentil. E noto o tempo da solidão Em minhas palavras que cercam a noite. Eu sinto o frio do silêncio Que não assusta nem fere A quem perdeu o medo de se escolher.