Panorama
O dia corre calmo... Como os meus pés que doem. As folhas das árvores - caem e distantes E seguem o rumo que lhes impõe o vento. O sol de dezembro se impõe Ao dia soturno e tranquilo... A vastidão do campo, A sombra da copa das árvores, Tudo me atrai e remonta ao mais claro silêncio. O ano seguiu seu curso como criança indo à escola. Tão certo e espaçado duma forma quase inverossímil. Distante de antigas escolhas, Errando apenas aonde era preciso. Não posso saber os próximos passos. Nem meço o cansaço e o desespero Que deixei guardados em algum canto escuro Um porto seguro onde me esqueço.