Dos dias Nebulosos
Às vezes, os dias nos enganam. A calmaria do tempo inesperadamente frágil se abala. Mensagens estranhas, palavras cortadas, Desajustam e assustam a passagem do tempo, Transformam instantes em eternidades. E enfrentar tudo isso Na imensidão do invisível Ausente de todos, sem um bom amigo. Sem meias palavras ou frases inteiras, Os dias se passam sob fortes incertezas. Ninguém percebe o silêncio, A calma contida que grita, Ninguém se importa, ninguém habita No mundo do outro. Mas acha estranho a raiva contida, As decepções de pessoas esquecidas Por quem se diz amigo, confidente, conhecido, Mas que perdeu o melhor de sua humanidade, Porque não se importa com mais nada Além de uma efêmera imagem e - quem sabe - Um nome temporariamente reconhecido.