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Moldes

Vou deixando de querer Velhas perspectivas de amor.  Já não quero mais saber  De flores, cartas, esperas... Vou caminhando bem Sem querer buscar Em qualquer traço Nas ruas, nas redes Um sinal Um espectro De amor Que nunca está Senão nas entrelinhas Daquilo que não entendo, Mas que vaga Com o sol e a lua, Com a chuva, Com o tempo Em todos os lugares. Vou deixando de lado os altares Onde nasce tanta beleza Na consciência. Sigo Explorando a solitude   [Mudando o ritmo Moldando as atitudes Revendo - não só com os olhos         Enquanto piso Esse chão concreto  Extremamente duro e real...

Vôo Livre

Vou a fundo Atrás de uma resposta: Ou vaga pergunta? Que não se esconde Atrás da porta Nem se encontra Nos campos Nas pistas Na multiplicidade ou falta, Mas que se traduz (Não sem complicações!) Naquela velha expressão Com suas complexidades: Falo aqui da liberdade Que não é solidão, Encontrada e vívida Em qualquer canto E em lugar nenhum... Por estar tão livremente Voa leve E não se sabe Onde nasce Aonde morre... Vão aflitos os homens        (Máquinas                     Objetos) Rindo, chorando Sofrendo, sentindo Sem saber   Como viver Ou ter A plena e real liberdade...

O Baile da Lua

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Plena lua cheia. Tão certa de incertezas Surpreende, bela, No fim da madrugada. Por trás das palmeiras A lua plena Vai dourando as águas Do lago pequeno... E nele os peixes vão rodopiando Seguem saltitando, Bailando pra lua, Que, solta na rua, Brilha e encanta A gente Mais uma vez... Alcântara, 24 de junho de 2021.

Flashback[?]

Será que o tempo Se perdeu Ou aquela brisa Ainda vive No silêncio das palmeiras Que lá não havia, Nas lembranças dos versos De mentiras eternas? Passo os dias E passa tudo Mas parece que falta Passar a limpo O instante O tempo Mesmo que ele corra Ainda ressoa Qualquer coisa em mim. Fico logo quieto Não me desconcerto Vou deixando incerto Esse medo bobo De ainda não saber Como enfrentar O imponderável Da voz, do sorriso fofo...

O Baile da Lua

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Plena lua cheia. Tão certa de incertezas Surpreende, bela, No fim da madrugada. Por trás das palmeiras A lua plena Vai dourando as águas Do lago pequeno... E nele os peixes vão rodopiando Seguem saltitando, Bailando pra lua, Que, solta na rua, Brilha e encanta A gente Mais uma vez... Alcântara, 24 de junho de 2021.

BRA$IL

 Quantas mortes... Tanta vida Perdida Esquecida Soterrada Por um tempo a mais de poder Pro fascista de plantão. Voam as aves no céu. E a liberdade aprisionada Mesmo com tantos gritos Entoando palavras vazias Defendem a democracia Com polícia, burgueses e fascistas. E se buscam heróis aos montes. Heróis inexistentes, Enquanto o povo sofre, Sente A falta de tudo na vida...

Um Sábado Qualquer

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Amplo céu azul... Céu de junho, Já perto o inverno. É plena a luz do sol, Que sorri Sem pálidas sombras Sem nuvens Sem o largo frio... E ainda assim Se nota o orvalho Nas árvores já grandes, Nos pés de capim... Amplo céu de junho... Sem pálidos planos Vou andando a contento A favor do tempo Com novos sons, outros momentos, Histórias que o vento trouxe pra mim.

Sensações

Todo tempo que se tem Sempre vale alguma coisa... Segue insólito o receio Da inevitabilidade Do tempo atroz e companheiro.   Chuva plena no fim de março. Já não há mais ponte com o passado. Há dores que já não doem E ferros que já não queimam...   Escuro O quarto O instante sombrio A noite inefável O vento inerte...   Já não há praças que ofertem A velha paz momentânea Silencio abençoa a cidade Da qual me escondo O quanto posso...

Noturna a Mais

  Tudo basta Ou basta o incenso Para que me purifique De velhos fantasmas De sonhos vãos?   É noite adentro Da própria noite... Silencio Gatos na rua. E só – sem sono Noto o tempo Comprido e vazio.   Estranho estado. Susto – rigidez simbolista? Pessimismo de Belazarte Ou mente de Pierrot.   É desastroso esse medo. Trôpego, refazendo passos. Avanço sem tempos marcados Caminhos que não percebi.   Noite adentro Cético, frenético Distante das Flores do mal , Sintético – quem sabe, patético Caminho inseguro No tempo que vem.

OBLÍQUO

Quem estará mais só? O homem que corre À noite - sozinho... Os cães que ladram Quase desconsolados. Lá fora tudo corre Nada é paz...   As ondas talvez Contassem os segredos   [ Que a lua pudesse ter ouvido De bocas amantes Amarguradas – sóbrias ou limpas Distantes de tudo Até de sonhos, Distantes, distantes De tudo então...   Vontades se prendem Fingimos que morrem Na noite escura No instante que corre Dispersas Discorrem De tristes venturas...