O dia da enxurrada

O dia correu no cansaço
Das horas que não me pertencem.
Corri do engano das águas
E vi mil caminhos num vale.

As águas seguiram firmes o trajeto
Das curvas e demais ondulações,
Nos declives suaves e profundos
Dos rumos mais vagos e incertos.

Não ter medo, e enfrentar.
Eis o sentido do temor:
Redescobrir no caminho a contra mão
Do destino, no retorno essencial
De um simples ser menino.

Comentários

  1. És brilhante!

    Meu caro companheiro de luta, que tua voz não seja calada e que teus inscritos voem longe...

    Até mais,

    Carlos Magno Hitler.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Sinta-se à vontade para se expressar aqui. Ficarei contente com a sua participação.

Postagens mais visitadas deste blog

Contemplativo

Ano Velho, Ano Novo

O som do silêncio