O som do silêncio
Não procuro nada.
Nem mesmo palavras.
Falo pouco, exponho pouco, penso muito.
Silencio muito. E o faço sabendo
Que ninguém vai perguntar nada.
A vida adulta é uma correria.
Corremos para ter tempo
E que tempo a gente tem?
Quanto mais o procuramos,
Mais ele escorre, fogo
Como amizades e sorrisos que se perdem
E que não voltam jamais.
Não exponho nada.
E quero tudo o que me faz sorrir
- Não todos os dias -
Ninguém é sempre feliz...
Quero um mundo de paz
Ou ao menos paz no país.
E ver o povo sonhando
Tendo bons motivos para isso.
E acordar todos os dias
Tendo poucos e bons amigos,
Boas conversas, um bom trabalho,
E alguns leves sorrisos diários que me envolvam inteiro
E transmitam o amor
Que anda tão escasso, frágil, calado
Nesses dias estranhos
De silêncio e pouco frescor.
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