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Mostrando postagens de abril, 2018

Força, Menina!

Firme e forte, ela é dona do seu destino. Do corpo, gestos,  trejeitos de uma pessoa feliz... Segue enfrentando o turbilhão de palavras Da fonte em que jorram impropérios e mentiras. Não a toque,  ela é dona de si mesma. Não pense que o provoca, ela só quer se sentir bem. Não imagine o que você poderia fazer Quando nada contigo ela quer. Vê o horizonte acima de todos nós... Deixe a menina tranquila Seguir seu caminho na vida Sem as marcas de nenhuma agressão. Menina sozinha e ligeira, Seja firme como uma guerreira, Brilhando igual a um raio de sol. Não tenha medo de enfrentar o perigo, Pois no coração você tem o abrigo Das mágoas e dores deste mundo insano.

Tempo Pacífico

O tempo caminha suave Com os dias pacíficos De um terno recomeço. Olhos profundos refletem na água A luz esquecida dos dias de março. Gravo incertezas como novas esperanças. Deixo os caminhos seguirem constantes, Enquanto crio leve e sozinho Um novo trilho de medos mensurados. Tenho muito a dizer... Exceto quando o chão Parece correr a milhas de mim, Tentando roubar o chão onde me firmo. As horas - pacífico pêndulo Deixam à mostra o medo divergente No tempo florescido das orquídeas multicoloridas, Retalhos que compõem um mosaico - quem sou...

Sereno

Contemplo a enxurrada abrupta e constante, Enquanto o vento empurra Para trás os passos esquecidos. Caminho sereno na chuvosa noite De verão... Conto o tempo Desse singelo descompasso Longe dos abraços e olhares teus. Mantenho firme o tom sereno De quem sabe o que faz Mesmo sem perceber... Olho no espelho e, surpreso, Não tenho medo do amanhã, Mesmo com o passado Deixando indeléveis marcas em mim. Se puder,  olhe nos meus olhos, E guarde a certeza de que não somos Nada além de vento Num momento tão distante, Onde o céu era cinza E a saudade o meu estado.

Transigência

A paciência do momento Não condiz com outros tempos, Difíceis lembranças dispersas, Alheias ao meu sentimento. Tento guardar na memória A segurança do gesto Na garra de quem deseja Escrever um novo dia Com o céu azul e mais belo. Vagas palavras sensíveis ecoam O meu embaraço. Corro sutilmente e distante Dos fantasmas que um dia criei...

Incisão

Viajam no tempo as formas fluídas Do mês de abril que corre cansado. Vagueia o silêncio de imponderáveis lembranças Quando tudo o que busco é a calma constante. Arcas jogadas ladeiras abaixo Quase não deixam memórias gravadas. Ecoam o fim do que nunca existiu, Clamam sozinhas por um recomeço. Migra o desespero frente ao passado De incríveis palavras - já desgastadas. E quando as horas triunfam serenas, Escrevo um poema - que fale - de amor.

Teu espectro no tempo

As novas palavras vagueiam o silêncio. Os olhos firmes buscam outro horizonte. Os segundos mantém em suspenso O mais recôndito mistério no tempo. Gritos da noite distante Assomam da rua inclemente. Voa no escuro o caminho Que um dia pensei ser o certo. Malfadado silêncio dos passos regrados Deu às horas o tom do mais claro querer. Busco em meio às lembranças Das palavras perdidas O amor que um dia dediquei ao teu riso.

Incógnitas

Não precisa negar. Todos os gestos acusam O vacilante e temido sentir. Vê... Percebo à distância O leve sussurro do vento Trazendo a lembrança De velhos disparates Dos caminhos por onde andei. Persigo a monotonia Dos já conhecidos e retraçados começos, Buscando no espelho a fonte das certezas. O azul caminha sereno Rumo à noite furta cor. Segue tão firme, Discreto e gentil Como um verso do mais puro amor.

Recortes

Não conto as horas passadas. Apenas mantenho o olhar sereno De quem enfrenta dragões sorrateiros Em todas as horas,  trevas ou escuro. Percebo no tempo adverso A incerteza que enfrenta um medo bobo. Segue sutil e exata Um caminho cinza e concreto. O temor sorri, afinal? Ou sou eu quem procuro paragens Onde escreva os versos mais limpos?

Horas...

As horas lúcidas transcorrem serenas Enquanto passos distantes se movem. Não há nuvens que assustem o dia azul Quando tudo ao redor parece estar desfocado. Permeia o tempo as palavras dispersas em vão. Clareia os gestos livres da imaginação. Conduz os olhos à contemplação do universo Na busca do diverso querer e existir... Seguem as folhas das árvores O balanço do vento sutil... Deixam as horas o seu abandono, Buscando no tempo ritmado o ardil. São passos discretos a caminhar Sob as árvores monótonas e ritmadas, Distantes das nuvens que encantam o dia, Nas horas serenas e azuis das palavras.

Intensidade

Horas mantidas no compasso constante. Sigo os fluidos dos passos perdidos. Ouço a chuva distante Que põe as multidões das ruas Em constante alvoroço. As palavras socorrem Quando tudo faz sentido. Roda no dia o silêncio Da prudência aprendida. O dia deu o tom sereno Aos caminhos que percorri, Mesmo tendo o perigo ao lado, Deixei o instinto da serenidade Dar ao momento o jeito Do mais bem feito poema de amor...

O dia da enxurrada

O dia correu no cansaço Das horas que não me pertencem. Corri do engano das águas E vi mil caminhos num vale. As águas seguiram firmes o trajeto Das curvas e demais ondulações, Nos declives suaves e profundos Dos rumos mais vagos e incertos. Não ter medo, e enfrentar. Eis o sentido do temor: Redescobrir no caminho a contra mão Do destino, no retorno essencial De um simples ser menino.

Cena

O cotidiano oprime os passos soturnos. As ruas lamentam ausências na noite. Muitos hoje voltaram E outros perdidos Nunca serão achados após esta noite. Muitos tiros nas ruas distantes se ouvem. É o som da injustiça perpétua gritando Às quatro paredes o fim de algum sonho. Quem somos nós, afinal, nisso tudo? Apenas seguimos restritos os rumos Dos tortos caminhos que nos impuseram? Ou vamos trilhar um belo e obscuro Tratado de bela e real liberdade?

Caminhando

Vagueio pela campina Nas horas mais indecisas Do silêncio inopidado. Hospedo nos passos medidos Os sonhos há muito guardados. Busco na história dos dias desencantados O mistério da força que habita Minhas horas tranquilas de tédio jogado. Quem sabe um dia tenha sido amor... Mas hoje - nada sei, Pois o mundo metamorfo Fez num segundo o milagre do sonho Ser o estorvo do espelho medonho Dos meus sonhos mais feios e caros.

Mais uma da lua

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A lua deixou o passado Irromper em lembranças sadias. O dia correu quase azul, Enquanto a noite socorre a vontade Deixada para trás. A lua deixou meus segredos Surgirem na noite mais límpida. O escuro da noite confronta Meus versos de água colhida. A noite embebida em luar Fez claro o que estava obscuro. Não temo o escuro da noite: A luz o contorna no instante. A noite da lua bem cheia Deixa calmo o tempo de mágoas. Faz o sonho ser mais tranquilo, Como límpida lâmina d'água.

Segue a certeza de que o tempo já disse O desencanto do encontro desmarcado. Não deixo recados do instante passado. Sigo calado, com razão de o ser. Minto sozinho às dores na consciência. Choro à noite nos meus sonhos mais calmos. Vejo retalhos de flores e fronhas Nas palavras e gestos que acompanham Todas as lembranças de um sentimento meu. Caminho seguro e distante dos sonhos, Talvez apático ou apenas sofrido. Mas sigo impassível Vivendo o instante no dia presente, Deixando o ausente devaneio No qual um dia depositei meu coração.

Passagem

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O lago distante no final do dia Dá ao horizonte um ponto seguro No momento obscuro de singela beleza Onde pequenos marrecos Atravessam sem pressa Seu caminho sem fim. Flores de onze horas Desabrocham em meio à chuva, Trazem a mistura de cor e vida À dor mais sofrida De quem se percebe cansado. O dia completa seu ciclo, Seguro do ocaso esperado, Tão meigo e calmo Como os sonhos de março Que cedem espaço Aos anseios de abril, Renovo de esperanças Para uma criança Que um dia cresceu.

Luanne

Largo sorriso ela tem. Boca grande e carnuda Segue distante dos caminhos conhecidos. Sempre a vejo quando não espero, E lembro da primeira vez Quando as circunstâncias diversas Deram ao momento vivido O tom de surpresa e rara beleza Que deram mais cores ao mundo de então. Na pele negra de tom sutil, A moça de sorriso largo Traz encanto e beleza Ao mundo de antes e agora.

Ranielly

Cabelos densos,  pele alva. Largo sorriso,  pacífico jeito. Nada traz ao mundo Além de amor. É livre e forte, Mesmo quando os olhos se curvam ao chão. Nada a assusta: É feita de ferro, Mas com tanto esmero Que é impossível não perceber A delicadeza dos gestos Nos modos reservados De flores recônditas, Distantes da luz do dia Que ainda virá.

Maria Augusta

Grande amiga distante. Pessoa doce,  mas complicada. Vive afastada do universo Quando tudo ao redor está incerto. Doce calma de pessoa geniosa, Oportunas rasteiras são possíveis da sua parte, Mas o encanto que a vida propõe Pode iludir um coração já corrompido. Tenha cuidado, contraditória menina: Faça um novo caminho Mude certezas e escolhas, Siga tranquila, no desalinho De um novo começo, desajustado caminho.

Vanessa

A moça negra,  tímida e pequena, É forte e vibra a cada passo do dia inclemente. Não olha para os lados, Nem teme o futuro Quando o tempo furtivo Traz ao momento presente Um fato do passado. É forte e caminha sozinha. Tem e recria amor No seu pequeno universo De escolhas e perspectivas, No horizonte infinito do incerto futuro, Componente obscuro da história que escreve.

Junara

Carrega a doçura Nos modos comedidos. Caminha implacável contra o tempo, Firme e distante, mas sincera. Não mantém consigo utopias. Simples e prática, guarda seus segredos. Conserva distante o espectro No dia vazio e calmo. Os dias sossegam do lado De tão firme e decidida presença. Conserva tranquila ao longo do tempo A certeza das suas escolhas.

Dalilyan

Pele negra,  corpo esguio. Caminha impassível sobre o chão de concreto. Um jeito de moleca, imatura até, Inclina os fios de cabelo E exibe a formosura do rosto Num sorriso largo. A moça que parece modelo. Pele negra,  jeito de moleca. Exibe a imatura formosura do rosto, Inclinando num sorriso largo Os fios de cabelo que se parecem com cachos.

Nayara

Explosão de alegria No corpo pequeno. Caminha serena e leve Com o sorriso livre, sem pretensão. O olhar ágil,  ligeiro Traz à noite o início sutil Em meio ao desencanto das palavras, Armas ligeiras do mais seguro alcance. Corpo pequeno,  pernas finas, Caminha serena e ágil Na noite desencantada De sorrisos livres e sem pretensão.

Juliama

Cachos escuros no rosto gentil. Leves encantos da rude menina, Distante dos calmos e límpidos campos. Menina mulher no concreto da vida. Passos sinceros no tempo soturno. Traços de raiva na doce menina, Tão calma e fofinha Como o mar e o rio num consórcio constante, Conjuntos em confronto com o horizonte distante, Defronte do silêncio das mágoas De dores cicatrizadas Nas horas do tempo teu.

Cristiane

Doce e sincero sorriso É esse que vem da tua fronte. Olhos profundos, vão além, Vagueiam no horizonte. Tons de certeza traz no teu jeito. Caminha tranquila nos campos incertos. Distante, sozinha, com medo do amanhã. Segue firme,  mas com doçura; Um pouco utópica,  talvez. Seu maior traço de formosura É o caráter firme e reto De pura moça, discreto anjo Que o mistério do mundo um dia fez.

Luísa

Pele negra num tom claro. Rasga o silêncio das horas Com o riso leve e fácil. Apesar do distante conhecimento, Seus modos livres e agitados Trazem ao dia ligeiro O tom da alegria esperada. Mantenho na lembrança O teu sorriso sincero e fácil, Enquanto o mormaço do dia Traz a angústia das horas passadas.