Eusébio olhou o céu azul, naquela manhã de terça poluída; impossível de se ver qualquer sinal de neblina, em meio a tanto concreto… A alma dele corria como o vento que encostava em sua janela; livre, rápida, solta demais. Tinha uma rotina comum. Lia, escrevia textos para horóscopo (só aí sua habilidade era valorizada, se bem que de forma anônima e oportunista), livros de ficção pouco lidos também. Curtia diversas postagens nas redes sociais. Adepto de selfies, apaixonado por fotos de praia. Ah, quanta beleza exibida naquelas imagens que se colocavam uma acima da outra. Admirava, porém raramente fazia algum comentário sobre. Evitava constrangimentos e mal entendidos. Não o fazia meramente por virtude, e sim por certezas. Tinha um amigo chamado Odésio. Este era a personificação perfeita do tempo. Não perdia tempo, marcava as meninas, puxava conversas, sempre muito específicas. Sabia qual o seu objetivo mais claro: não se apegar a ninguém, e ter várias aos seus pés. Apesar dessas sutis di...