Ode para alguém
Não sei como me protejo
Enquanto procuro um olhar teu.
Meus olhos, cheios de desejo,
Só ficam quietos quando num ponto
Qualquer te encontram, e mesmo em silêncio
Contemplam a beleza do teu jeito.
Há tempos você disse não,
E eu disse que te achava fofa,
E que, nem poderia me iludir
Ante a realidade imperativa.
E sigo respeitando esses limites.
Você não gosta de mim assim, e respeito esse fato.
Mas às vezes, furtivamente, te percebo olhando inquieta
Por tantas direções, e me calo.
Não me firo com o seu jeito,
Nem com seu modo atencioso e ao mesmo tempo
Distante de perguntar como estou e sumir
Em meio às mensagens do dia-a-dia.
Mas sinto às vezes que poderíamos ser
Mais que bons amigos que sorriem e em certos momentos se procuram,
Como companheiros que costuram
Uma história nova de lutas, sonhos e poesia.
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