Marasmo

 Meu olhar é um farol sem direção

Quando te vejo por mim passar...

Voam as horas de um silêncio indiferente

E calculado, que navega no cansaço da desesperança

Diante da ausência de um olhar sincero.


Me calei, e não me assusta

Que nossa amizade esfrie.

Não me dói tanto

Não ter em meus braços

O teu abraço,

Mas flui dolorosamente

A ausência de uma conexão,

Teu olhar incômodo e incomodado,

As saídas rápidas e precisas,

As palavras curtas e escassas.


E se já não dói tanto esse marasmo,

(Esse velho anfitrião desconhecido!)

Ainda que eu sinta,

Não me importa

O quanto os dias possam ser neutros

Pelo apagamento de sua conversa amiga.

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