Os dias e a lama

Os dias repletos de lama
E da chuva que cai, quase sem cessar,
Me assustam com o receio do que não vi,
Me prendem à incerteza do que virá.

Os olhos procuram na fluidez dos dias
Respostas pequenas para perguntas vagas...
Os sonhos se prendem ao ritmo do chão,
Os vários pensamentos compõem uma tortuosa estrada.

Eu gosto de sorrir
Mas não rio tanto.
Observo quieto o que me ronda...

Meandros em palavras
Já não são mais a minha linguagem,
Logo agora, que quase não converso nada com ninguém.
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