Um Homem Fatigado

 O frio é companheiro, grande amigo.

O tempo - pouco gentil - espreita e corre.

É tanto sonho, tanto sono, cansaço e culpa

Por não saber o que me deixa triste,

O que me deixa fraco, o que me faz ausente.


Já não sou uma criança,

Embora às vezes assim me sinta.

As crenças e desejos mudaram,

Sonhos morreram, outros floriram

Sem saber o porquê.


E, mesmo assim,

Faltam sinceros sorrisos

E conversas duras, beijos reais, abraços singelos

(Floridos anelos!)

Que venham da mulher amada...

- Mas quem ela é, meu Deus?

Se já segui nessa estrada

E já creio que sou o livramento de tanta gente...

Em silêncio, penso,

(Nem sei se sonho)

Com um futuro estável, feliz, indiferente

À validação sincera e inconsciente

De minha solitária e discreta existência

Por parte da triste e fria civilização.

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