Rótulos

Sempre tive medo.
Sou um depósito de medos.
Caminho só, sempre observando detalhes -
Até do que não vi.

Caminho na solitude.
Sempre foi assim,
Até quando julgava viver de outro modo.
O medo de estar só 
E assim seguir.
Hoje talvez seja esperança,
Por entender o quanto uma solidão a dois,
A cinco ou dez
- Não cabe em mim.

Fui intenso,
Talvez não tão real quanto devia
Até para mim,
E por isso coleciono cicatrizes e memórias 
Que hoje vivem bem escondidas.

O passado é um amigo distante e ausente.
O futuro, um incerto aliado.
O presente é o que sei.
E nele procuro respostas,
Contemplo o horizonte 
E me reconstruo
Distante de mim.

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