Ipês
Há dias que não pedem poesia.
O toque das palavras
Sobre o cotidiano.
As paixões nas palavras,
O sorriso inquieto diante da vida...
E está tudo bem quando me fecho.
Quando habita em meu silêncio
A história
De algo que ultrapassa o sentido
E se esconde
Onde está o coração,
A razão dos desejos.
Mas há dias em que o tempo florido
Faz o coração pulsar diferente:
Sério e apaixonado - sem saber pelo quê,
Tranquilo e contente
Contemplando as flores que caem do ipê
Elas vão me consolando de todas as perdas
Da falta de um olhar amigo e amante,
Do melancólico ser não sendo
Refém do tempo que não anda
- Agora e ontem, só faz correr...
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