UM POEMA DE NATAL

Há mais de dois mil anos

Lá no meio do Oriente

Uma luz surgiu no horizonte

Como estrela a brilhar para a gente

Que à noite prestasse atenção

E sentisse algo bem diferente:

Quem tivesse um olhar mais sensível,

Menos egocêntrico e indiferente...


E essa luz que estrela parecia

Trouxe magos, pagãos,

Estrangeiros impuros

Para uma sociedade excludente

À procura dum rei menino

Que estivesse recém nascido

E que, no entanto, era muito humilde

Para nascer num palácio

Para ser coberto de pompas

E devido à miséria de seus pais

Pobres peregrinos nessa terra de ninguém

Cheia de senhores a explorar toda gente

Nasceu numa manjedoura

Próximo aos animais

Do curral de uma hospedaria

E mesmo assim trouxe esperança ao mundo:

Aos sonhadores da vida eterna perfeita

E aos revolucionários

Que viram em sua vida e princípios

Um comunismo primitivo

Que é caminho para a vida nova

Surgida a partir do Deus Menino

Para com o seu povo

Que ainda hoje sofre em qualquer parte do globo

Nessa terra de ninguém

Cheia de senhores a explorar toda gente...



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