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O Brasil Pós Fascista

O silêncio conivente Faz um panorama positivo. PIB alto, índices positivos, Mas, no salário do pobre, A penúria. Tantos discursos, Tanta esperança, E em muitos casos, Eis que a mudança  Abraça as pautas neofascistas. Negam as origens, Negam o fato De que enganaram o povo E se preparam para uma nova eleição. Como qualquer burguês, Pensam que PIB enche barriga  (Só a dos privilegiados)... Enquanto isso, poucos recursos  Da creche à universidade pública. O país pobre, sonhos distantes, Enquanto oligarcas e religiosos sem escrúpulos Vociferam Sobre o orçamento  Com milhares de emendas  Que não emendam nada  Bagunçam o propalado futuro Da autodenominada nação.

Incerto

São tantas palavras ditas. Será que a verdade comporta todas elas? Vou vivendo cada dia Sem entender ao certo Cada palavra no seu contexto. Ou será que entendo E assim me machucou? Vago o tempo da noite Refletindo em silêncio Na reclusão do quarto. Quem sou eu, afinal? E o que faço com toda a espera? Povoado de medos Enfrento com o silêncio Os reflexos da dúvida Que os teus gestos inspiram ao meu coração.

Cami

O destino sutil que nós fazemos Constrói e transforma enredos  Redesenha o tempo Refaz a história... Eu sei que o amor Não nasce de um dia ao outro, Como também sei Que com você Eu me sinto calmo Mesmo que tudo em si Seja o reflexo de um turbilhão. Não ando como quem se assusta. Você é um mar novo (Levemente conhecido) Intenso, indomável, E ainda assim Tem a brisa mais leve Que já pude sentir. Já não me aflijo tanto Com o decorrer dos dias. Em cada detalhe teu, Encontro um oásis, Novo encanto Onde repousa a paz Daquilo que se chama amor.

Mila (Meu Amor)

Imagem
Ela é o que de mais perfeito existe, Com os seus preconceitos e limites,  Sua voz suave e determinada  A iluminar e dar sentido ao tempo. Ela é a perfeição do real, O mergulho de um sonho não ideal, A altivez da face calma dos dias. Por ela, suspiro tranquilo, Afago os dias cansativos E, sossegado, me observo contemplando sua imagem... Será ela uma deusa tão humana Que me faz sonhar toda a beleza de uma vida? Ou um ser tão incertamente perfeito Que gera esperanças a cada dia passado? Não o sei ao certo... Só sei que por ela me encanto todos os dias, E nela encontro meus sentimentos renovados, Como água limpa a descer das nascentes.  

Com o Arrebol...

O arrebol sorri Com as suas vivas cores... As aves em bandos voando Rumo ao recolhimento. O tempo sem fadiga, Nem quente ou frio demais, Talvez mui calmo... Um mar de poesia. O vento fraco, devagar, Imperceptívelmente traz as mudanças das horas, E a solidão das paisagens na mata Encarnam outras facetas Intensas, belas e assustadoras Do que a gente não vê Ou do que conscientemente se omitiu...

Ode à Perfeição Real

Nela, tudo é perfeito. E não há dúvida Da minha parte Que, mesmo com todos os seus reais defeitos, Nada é tão verdadeiro Quanto o seu sorriso E as suas palavras bem objetivas... O teu jeitinho Tão meigo e correto. Não posso esquecer dos seus lindos cabelos, O tom de canela que tem a sua pele,  Tua boca tão fina... Logo se percebe Que ela é a dona dos meus bons suspiros, A mulher que me faz sorrir Mesmo quando fico em silêncio Admirando o tempo Dialogando tranquilamente com a velha solidão...

Chovendo...

A chuva lenta... O calor do tempo abaixando aos poucos.. Os sapos e rãs emitindo seus sons... Há tanta beleza na noite Sem luar, Na sonoridade Que reforça os aspectos naturais. Há tanta beleza em cada som, Mesmo o das motos correndo no asfalto molhado, Cortando o quase silêncio do momento, Na noite cinza e úmida. Gente caminhando com pressa... E hoje, sem a lua à vista, O frio da noite Me faz desejar o abraço Da minha morena, Que, mesmo longe, Habita os meus sonhos E afaga os desejos do meu coração.

Lua Brilhante

Há na noite um mistério de beleza... Ao som dos grilos e cigarras, O tempo encanta, sereno, E lá fora - brilha a lua Como o sorriso de minha amada, Que é tão bela, gentil, formosa, Que nada pode se comparar, Nem um girassol ou uma rosa, Nem o mais profundo olhar... Vendo essa lua tão plena e bela Penso na bela a quem dedico Minhas palavras E a quem explico Que, passo a passo, Quero ser quem está ao teu lado Quero rir junto a esse sorriso.

Trôpego e Ligeiro

O dia correu, trôpego e ligeiro… As horas transcorrendo. As nuvens em tons rosados Atraindo a atenção dos homens, Na vastidão do campo, Que vai renascendo com as chuvas. Os homens observam o céu Em tons rosados  Como se outros fossem Como se a iniquidade Já não os habitasse. Renasce a esperança, Os suspiros, sonhos, Festas, lutas e lágrimas. Recomeça a busca pelo incerto O sorriso que ri sem tanto receio O descarte de velhas frustrações...

Os Ciclos

A noite surge sóbria. A poesia habita a solidão, Palco da lua cheia que brilha plena E não se assusta perante os meus receios. É hora de começar sem medo… Beijar a tua fronte suave. Contemplar as palavras E sussurrar ao futuro Todas as boas possibilidades. Eu não me importo E tudo o que me fez mal. Já não quero os mesmos cheiros Não me importam meias palavras bonitas. Eu as sinto - e odeio banalizações. Os ciclos já não me assustam. Sempre estão aí E devemos, mesmo nas noites sem luar, Sorrir para os necessários recomeços…