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O Cavaleiro Errante

  Caem as espadas. Já não há uma sombra Já não há Um romance cortês a nascer Nas esquinas da cidade Ou no véu ilusório da internet.   Só há solidão E chuva... Já não mais medo Bem ou mal sentir. Só um reino de silêncios Preenchendo a estrada.   Já não há querer Que garanta qualquer coisa Em qualquer situação. Só há noites vazias sem luar Mas sem dor Bem ou mal querer.   Caem os escudos Caem os véus Caem ilusões Cala o tempo que não se foi Nessa estrada Reino de medo e silencio Das noites vazias e ternas Sem dor ou luar...

Ploc

Chove Enquanto a noite descortina O silencio Que geralmente não percebemos Ao morar na avenida Motos, gente Toda madrugada.   Chove Como choram Pessoas sem direitos Sem terra, sem casa Há muito sem vida real E mesmo assim – de pé...   Chove Enquanto fingimos Não ter medo Daquilo que ainda não sabemos.   Chove Enquanto sonsos sorrisos Medos absurdos Para gente grande e livre Vem à tona e assustam Passeiam pela mente   Chove E as horas caminham Como risos sarcásticos. Lá fora a noite plena De silencio Chuva e frio...  

Quando o deserto vem...

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  A gente sabe Quando o deserto vem, Quando precisa florescer pra começar de novo.   E não mais esperar Telefonemas que jamais virão (Se bem que nem faz sentido).   Noites e dias Acompanhado pelo silencio Enfrento a noite Barganho com o sol.   Deixo qualquer saudade Em banho maria, Mas me permito sofrer, Pois só assim no deserto É possível ressurgir Florir, sonhar, renascer.

Tanto

Tanto sorriso. Tanta graça. Tanto sonho. Poucas palavras. Tudo vai ficando No espaço antes da escada. E assim no dia chove E lava o que aflige. Não há como esquecer Tão cedo Mas ao mesmo tempo O silêncio não é tão mau. Escolhas que não me permitiu Mas vou vivendo Deixando o vento entrar Debaixo da porta Sem saber se a lua está cheia Alta no seu gesto impessoal de ser...

Caos em Silencio

Não sei mais ao certo Se perdi ou ganhei tempo. Tudo parece caos Mistério e movimento.   Os dias são iguais Como se fossem sequencias De dois anos atrás Como se a verdade Fosse uma mentira Como se histórias Fossem ficção.   Você se vê adulto. Então é isso mesmo? Toda essa amargura Todo esse cansaço...   Já é uma aventura Completar cada dia. Talvez seja o segredo Mais simples e difícil Que a vida apresenta Como pontas de navalha Em cabeças desprevenidas.

Lua da Passagem

Lua cheia. Mais um ano que finda. São tantas memórias Que ficam borrando a história Com tons inconstantes Claros, escuros, Próximos, distantes, Como gestos que não mais vi Como tampouco Encontro sorrisos e palavras sinceros Nos pontos de ônibus Que seguem lotados. É noite E a lua resplandece Soberana Como o amor que caminha sobre o tempo Tão doce Efêmera na forma Intensa como a vida deve ser...

O Dia do Dia

Dia que finda... Mais uma chance, Mais um começo Tempo de sonhos Tempo do avesso. Ao longe, as palmeiras... É a hora que arrasta Os medos, os passos... Passado batido. Tempo que encanta... Noite que vem. Lua que brilha. Vida que oscila Nos dias que se vão.

O Céu

Fim de madrugada... As nuvens passam Como o efeito de um sorriso Que se aloja na memória E obriga o tempo a curar tudo. A noite foi de estrelas; Rápido as li. Pareciam caminhar solitárias Na imensidão do céu azul escuro. E assim Assombro os dias Buscando com as estrelas Um começo De novo e para o novo que já vem.

25/12

Tempo de calma. É natal. A família em casa. Os sorrisos em pauta. Medos adiados. Esperanças sob demanda. É tão natural O tempo caminhando tão particular. Dias de chuva. Noites sem lua. Lá fora há sapos coaxando. É tempo tão raro. Família, sorrisos e esperanças sob medida.

O 9

9 poderia ser só um número. Porém No tempo e espaço No contexto É incerto pensar no 9 apenas como algo em si. Há muito passei das 9. Ou eu passei pelo tempo Sem notar que o domingo se foi. Correndo Atropelando as horas. Parece que já é natal. Ou quase lá. Talvez o 9 seja só um número. Mas também seja a história De dois gatinhos Que transmitem amor Nesses tempos estranhos e sombrios.