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Esquisito

O dia nasce...Meus olhos Se abrem, E vejo a luz do sol Que vem ao meu encontro. Não quis ficar atrás, Mas eis que estou sem certezas, No descaminho da verdade. Só tenho medo da solidão, Mas não de estar sem ninguém. Os dias mudam, E tudo enfim, vai se transformar.

Nostálgico

Lembrei da tarde  fria E de um antigo olhar... Em teus lábios deixei A expectativa de um beijo. Doce olhar de desejo. Sonho - que enfim passou. Saudades do que não possui Volta... Ou retorna em outro ser.

Recortes

E assim se vão as lembranças, como dias deixados pra trás. Espere. Não é assim o início, ou é assim que se deve começar? O ciclo das coisas termina, e recomeça, como tudo que é infinito se perpetua por sua descendência.  Enfim, a postagem de hoje refere-se à importância das lembranças na constituição do que somos hoje. O ensino médio estudado em uma escola rural, onde era todo mundo pobre, mas unidos, conhecemos coisas que não teríamos coragem sozinhos. Ou quando andei pelo centro de São Luís, ao lado de uma pessoa que, para mim, era importante. Ou as idas à praia, as diversas reuniões das quais participei. As lágrimas, mágoas, decepções, tudo foi bom. Simplesmente porque a pessoa que estou construindo em mim nasceu um pouco de cada situação que vivi, e isso, nem mesmo a saudade do passado traz de volta. A mudança sempre há, sempre vem, sempre está em nossos gestos. Boa Tarde!!!

Incerto

 Às vezes viajo em ferry boats. Quase sempre, sozinho. E vejo tanta gente ao meu redor, mas - simplesmente - são todos desconhecidos. Tenho medo do mar. Olho para os lados, não posso dividir meus receios com gente que não muda em nenhum aspecto o que sou. Se bem que... Certos detalhes me deixam absorto. De longe vejo famílias se despedindo, pais que ficam no continentes, filhos que seguem rumo ao arquipélago. Momentos de carícias, abraços, prenúncios de uma saudade ainda não presente. E me observo em silêncio. Poucas vezes solto o que sinto, apenas entrego fagulhas do que há em mim para as pessoas que realmente amo. Será que é certo? Ou simplesmente eu não saiba exatamente como sentir,  me expressar, não aprendi a ter essa entrega. Raramente, digo eu te amo. O que é o amor? Não sei dizer. E assim os dias passam, e meu silencio esconde as minhas incertezas mais cruéis.

Você

Morena de cabelos cacheados, Os dias nascem à tua espera. Os meus olhos te procuram, Doce desejo de uma quimera. O teu olhar é tão intenso Como as ondas à beira mar. Os teus gestos me confundem, Mas não quero perguntar. Se me perco em indagações, Encontro-a em meus sonhos, Como o rio chega ao mar, E o sol secunda a lua. Não desejo machucar Seu desconhecido coração. Pois não sei se é verdade, Ou uma pura ilusão. Tanto pode ser a luz, Como também poderá ser Uma doce e pura paixão.

Flor de Janeiro

Imagem
A noite cai serena... Mais um dia se passou. Parece que hoje foi diferente... E o silencio dos gestos diz muito. Mais um dia passou... Mas um dia novo anuncia. Se procuro, sei que devo esperar. Não por palavras, mas por gestos... E espero a passagem serena Do aroma da chuva na terra Trazer a flor vermelha  De um recomeço,  Nas incertezas do que amanhã Trará, Mas certo de estar incerto, De braços abertos para os dias que vem.

Pós Natal

E o natal se foi. Ou quem sabe ficou.  Com suas palavras E os seus momentos Que estarão guardados nas lembranças do ano.

Palavras

Sabe o silencio? Ele sempre me deu muitas respostas. Sempre coube a mim escolher, onde, quando e porque seguir uma determinada ação. Sabe para que servem as palavras? As vezes falam muito, em outros momentos nada dizem. E a escuridão da noite sempre traz lembranças, desejo de reencontros, sonhos de uma trajetória. Mas sempre cabe a mim as atitudes. Pois as palavras são falhas, quando não há o agir. Antes de dizer um até logo, um feliz natal. E se puder, diga sempre eu te amo, se ama as pessoas que importam. Até logo.

Quem sabe...

Você já se perguntou o que é amor? Essa coisa que se dilui, muito além das palavras? Esta verdade insegura, essa mentira que liberta... E o gostar, quando é amor? Se amor é, não se perde. Não se esquece em devaneios. Só o tempo e as escolhas, irão dizer. Só ele mesmo pode manifestar em seus gestos a sua verdade. Quem sabe, enfim, seja amor...

Desabafo

Talvez o passado seja útil em te ensinar, que passou, não há voltas. Nada pode ser igual, mesmo que se queira. E você quer saber? É BOM QUE ESQUEÇA, pode doer mais, mas não faça mais o desfavor de tentar me encontrar. Há certas dores que sentimos, para aprender a não repetir velhas histórias. Se em cada palavra lembrar de algum momento, ficarei em silencio, irei curtir essa dor. E daí, se dói? Um dia cura. Tudo passa, até as saudades e os sentimentos. Tudo isso é um lamento, mas também a certeza de que um dia, sem o sofrimento que me causou, serei mais forte e feliz.