Postagens

Mostrando postagens de dezembro, 2023

Trôpego e Ligeiro

O dia correu, trôpego e ligeiro… As horas transcorrendo. As nuvens em tons rosados Atraindo a atenção dos homens, Na vastidão do campo, Que vai renascendo com as chuvas. Os homens observam o céu Em tons rosados  Como se outros fossem Como se a iniquidade Já não os habitasse. Renasce a esperança, Os suspiros, sonhos, Festas, lutas e lágrimas. Recomeça a busca pelo incerto O sorriso que ri sem tanto receio O descarte de velhas frustrações...

Os Ciclos

A noite surge sóbria. A poesia habita a solidão, Palco da lua cheia que brilha plena E não se assusta perante os meus receios. É hora de começar sem medo… Beijar a tua fronte suave. Contemplar as palavras E sussurrar ao futuro Todas as boas possibilidades. Eu não me importo E tudo o que me fez mal. Já não quero os mesmos cheiros Não me importam meias palavras bonitas. Eu as sinto - e odeio banalizações. Os ciclos já não me assustam. Sempre estão aí E devemos, mesmo nas noites sem luar, Sorrir para os necessários recomeços…

Feliz Natal

O Natal chegou... Em pleno solstício. Hoje as pessoas Parecem tão diferentes. Lembram que nasceu o menino Que trouxe a mensagem de amor. E esquecem silenciosos dos meninos Que, assassinados nas guerras, Não tiveram a chance de trazer qualquer mensagem, Nem puderam conhecer o amor Que outros tantos Se propõem verbalmente propagar... O Natal chegou... E aqui, do outro lado do mar, Contemplo a lua e penso em Camila, Que, com o seu sorriso em minha mente, Me faz rir sem perceber. O Natal chegou... E, enquanto a noite da vigília acontecer, Vou pensar nos sonhos e planos Do outro ano, No qual os olhos de Camila Devem estar presentes Mesmo escassamente Em meu dia-a-dia.

Poema do Recato

Imagem
A beleza acaba... é imperativo que a beleza acabe... no entanto, tanta gente Tenta negar esse fato E finge não perceber que o tempo passa  E a farra - a festa – se esvai as horas passam e tudo muda  e você ali apenas curtindo (ou sendo curtido pelas circunstâncias) meio perdido com o impacto das luzes...   Mas, quando só houver a labuta É você sozinho enfrentando a guerra Do dia-a-dia Aprendendo com a sua solidão O valor do silêncio e o recato. Enquanto isso, lá fora, borbulham as luzes Dos foguetes Bêbados alegres na noite... Com seus sonhos e lutas momentaneamente anestesiados.

Os (não!) apanágios urbanos

A cidade e suas luzes Me afligem. O ruído dos ônibus lotados E tão cheios de solidões Que se assustam Com tantos contatos forçados. A cidade que me assusta Com sua gente Cheia de pressa, inquieta, Correndo - vivendo No ritmo insano De quem não percebe mais A brisa do mar De quem não se atenta às estrelas Tão difíceis de ver Devido à poluição. A cidade distrai  A forma como me sinto. E, no calor das luzes, Na velocidade das pessoas, Vou sondando sorrisos Caminhando passo a passo.