Prometi a mim mesmo que não faria uma carta; Porém, cá estou eu, tentando explicar para a pessoa que fui há alguns anos, as vicissitudes daquilo a que vulgarmente denominamos - amor. Há muitos anos, eu acreditava na história perfeita: um amor sólido, o futuro a dois sendo costurado dia a dia. Quem sabe fosse, em parte, uma idealização absorvida nas obras literárias sobre as quais me debruçava desde o final da infância. A superproteção sob a qual me vi envolto até a maioridade, talvez tenha me alienado ainda mais de tudo que se situava ao redor de mim. Entrementes, olhando detidamente, esse é um detalhe que pouco importa. O que quero contar, minha cara lembrança, meu sincero reflexo de alguns anos atrás, é que as suas (nossas) experiências, em especial as frustrantes, te permitiram aprender a se desvencilhar do fatalismo, a acolher e respeitar a dor. Sobre aquela época, cerca de cinco anos atrás, você admirava a lua várias noites seguidas, e, nela, sempre distinguia formas, sorrisos, ca...