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Mostrando postagens de novembro, 2018

Esses Tempos

As pessoas nas ruas.  Ruídos intensos. A polícia nas esquinas, preparando o cerco. No país dos senhores, do silêncio oportuno, As massas se calam e indignam Com medo. As bandeiras com medo, Envergonhadas da missão Afligem os sonhos mais tortos E aterram na covardia - sobre um infinito de nada, Os sonhos de gerações. Que povo é esse tão apático, Que não consegue se colocar E nem se opõe à sanha sanguinária Dos que nunca sangram enquanto nos sugam? Os dias passam sem contar... O caos impera, e a vida passa, Mas - ao que parece - o medo não.

Pensei em te escrever uma carta.

Pensei em te escrever uma carta, mas as dúvidas, medos e incertezas me impediram de fazer tal ato. O tempo até alivia as mágoas, mas também assombra os sentimentos. Antes que fale qualquer coisa, peço que leia e perceba as palavras (dessas mal fadadas linhas) com todo o cuidado, se elas merecerem de você um segundo que seja de atenção. Não sei ao certo desde quando te conheço, mas percebo que não faz muito tempo que te percebo de verdade. A percepção é refém de experiências, impressões,  gestos e palavras. Quando por uma circunstância externa, me aproximei de você, não sabia ao certo o que me esperava, apenas deixei o tempo dar indicativos - e fui vivendo cada dia, tentando entender o que talvez não devesse, e me sentindo bem com o tempo vivenciado. Escrevi palavras doces, depois de tempos acres e duros. Recortei as dores do passado, guardei numa gaveta, lembrei de pesso...

O tempo no Espaço

Recortes

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O mar desafoga, manso e presente, Às dezoito horas, quando o dia se esconde da gente. O vento sopra sem medo ou inconstância. Deixo ele tocar o meu corpo, Transpiro sensações e medos Ao longo desse toque. As idéias se cruzam, as palavras também. As certezas se calam, e contemplam A passagem do tempo, Inflexível contendor de emoções E sentimentos. Onde está a musa que encanta com os olhos vivos, Que se afasta com palavras, Mas acompanha o cotidiano? Não o sei, mas evito infortúnios De fazê-la cansar Com subjetivas palavras E mais ainda - os gestos. Não há flor ou espinho Que me faça compreender Onde ela entrou no caminho Da minha história de curvas, Se numa noite em silêncio Ou no meio da multidão. Só importa o quanto ela assombra O tempo e modula a história Com sua força e coragem, Transformando o destino, E escrevendo no mundo Ainda só - e indi...

Palavras distantes e dispersas

A noite trafega em silêncio e luz. O tempo contempla o espaço inconstante, E afeta a distância das palavras não ditas. Recito palavras distantes da fantasia Dos amores ideais que larguei Ao longo da estrada incerta e esquecida... As palavras na noite distante e opaca Recitam fantasias na estrada esquecida De um novo amor que pode surgir Em meio ao tempo e o silêncio não dito.