Novamente - só.

Passeio nas praças inchadas
De gente, sem alegria.
Vejo os tambores tocarem
Enquanto sonho com versos sinceros.

Observo formas alvas
Diluídas em preto
Vagando pelo horizonte - distantes,
Sementes - da solidão descrente,
Detentoras de minha inconstante atenção,
Do sacrilégio de ser só,
Sem permitir ao tempo
As palavras certas
No instante correto
Enquanto destoo desse mundo eclético
De alegrias vãs e silêncio férreo.

Onde está a lembrança
Do que um dia se foi?
E a ilusão de quem já será?
Fito a lua dispersa no céu,
Sinto ao longe o vento que corre ligeiro,
Trazendo os recados do constante silêncio,
Num longo esquecimento
Empurrado pelo tempo
Em uma velha garrafa
Flutuando no mar.

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