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Mostrando postagens de outubro, 2023

Pragmático

Não quero ser igual Ao mocinho Que a gente encontra Nos livros e filmes açucarados Tão intenso e irreal Insuportável até... Cheio de juras, belas palavras...   Também não quero ser o homem mau A enganar o teu coração Te massacrar, vendo definhar Pouco a pouco O teu belo sorriso A tua paz de espírito O seu jeito tão bonito Que bem sei admirar...   Também não creio Mais no amor tão irreal E momentâneo... Esse sou eu Já não me engano Com tantas juras de amor... Já não me apresso, Quero um tempo de afeto sincero, Cheio de paz, versos, silêncios... Nem tudo é necessário dizer.   Me dê a mão integralmente Mesmo que o tempo corra tanto E os momentos sejam escassos Mesmo que a poesia seja Onde te encontro mais agora.

DO HOMEM DE AGORA AO HOMEM NOVO

  Quando o peso das palavras Do homem velho For menor Que a liberdade de escolha Da felicidade plena Os dias nascerão com o céu tão azul Que todos passarão a ver A paz se desenhar pouco a pouco E urgentemente Os laços comunais vão renascer... Sem essas utopias reacionárias Que fazem esperar o tempo infinito Sem ter certeza do que lá vêm.   Quando o medo da igualdade e fraternidade Ultrapassarem e saírem do horizonte burguês Os homens marcharão lentamente lado a lado Felizes e abraçados, sóbrios e contentes geralmente... Sem subterfúgio, sem se prenderem a utopias...   Porém, o que há agora É o paradoxo das palavras do homem velho Que não sabem ainda ser coerentes Com os ditos padrões morais Que ela mesma defende Por preconceito ou incompreensão. Mas, quem sabe hoje, a vida seja mais bela Do que as palavras e gestos do homem Nos permitem perceber...

Lama

I   Palavras frias Ou cabeça quente? Por trás do teclado De um telefone Qual a verdade Que nos consome? II   Quais são os medos Precipitados? Quais são os erros Atordoados? Quais são os sonhos Mais bagunçados?   II Quem hoje sou Tentando te amar? Cheio de falhas Tantos receios Talvez mais erros E mesmo assim Sigo Em busca da verdade dos nós.

Poema da Tarde Quente

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O sol pleno Brilha mais uma vez Aqui dentro ( e também lá fora) É primavera... Sorrisos vão e vem E já nem sei Onde habitava o amor Que um dia amei.   Os dias parecem ácidos, ásperos, Constrangidos com a minha recata postura, Calculando o tempo que demora Para encontrar algumas velhas respostas Sem solução... Um sorriso, uma boa conversa, Nova poesia de amor a habitar em mim.