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Mostrando postagens de novembro, 2021

Poema do Amor Imponderável

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É a solidão das águas Que batem forte Abafadas Pelo astro sol  Imponente Intocável Distante, imponderável  Cheio de instantes, lembranças  Histórias alheias... A solidão dessas pedras Nas quais transito Com meus pés cansados... É talvez - a solidão dos ventos Que correm aflitos, certeiros... A solidão das rosas Que teimam em surgir... É a minha solidão Do amor esterilizado Da simples contemplação... À beira dos lampiões Confrontos de conflituosas lembranças... Um mar de indagações Flutua, transborda, E vou ficando quieto, Rompendo o ciclo Enfim... É  essa a solidão Que corre e incendeia Afaga e transforma... Transmuta os desejos Dispõe e não machuca...

Não é o meu perdão

Não é o meu perdão Que vai mudar a história E reverter o abismo... Não é o meu perdão Que vai pôr um fim À fome de milhões, Ao povo nos lixões, Aos ossos nas prateleiras, À miséria grassando inclemente... Não é o meu perdão Que fará minorar o desemprego; Não fará recuar o fascismo; Também não dará sossego Às famílias sem arrimo Dos mortos por Covid sem auxílio Deixados à própria sorte Por um projeto de poder Que tortura, mata e rouba Sonhos, vidas e esperanças; E sem pudor, ainda tripudia De quem morre pela inação e descaso, Abandonado ao próprio acaso, Pois a caneta famosa Só pode assinar Recursos para burguês E tantas besteiras que não Não interessam ao povo Definhando de fome Sem dinheiro pro pão... Enquanto, num efeito manada, Milhões procuram um herói - ou um Deus Pra seguir até morrer, Abraçados a outra bandeira, Orgulhosos sem ter motivo... Foda-se o perdão Que vem com a tua proposta Nesse moralismo pequeno burguês e cristão. Não concilio com a indiferença, Não abraço a inconseq...

Sem o Velho Amor

Já não sei mais do amor... Aposentei as entregas, Já não corro distâncias, Só me escondo, E vou dedilhando Cordas soltas Enquanto me vejo desprezar Versos fáceis, flores sonsas... Sem a lua no tempo, Fito a longa espera Do silêncio dos cães Do final das novelas Onde o sono aplaca O barulho das casas Quando o homem sem paixão Segue firme em seu compasso...

Sem o Velho Amor

Já não sei mais do amor... Aposentei as entregas, Já não corro distâncias, Só me escondo, E vou dedilhando Cordas soltas Enquanto me vejo desprezar Versos fáceis, flores sonsas... Sem a lua no tempo, Fito a longa espera Do silêncio dos cães Do final das novelas Onde o sono aplaca O barulho das casas Quando o homem sem paixão Segue firme em seu compasso...