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Mostrando postagens de janeiro, 2026

Mais um dia comum

 O arco-íris num dia frio surge rápido e apagado indiferente frágil sorriso enquanto o Sol impõe sua luz vibrante. O dia frio e vacilante Assoma atrás dos morros traz cheiros e lembranças de tempos e palavras distantes e assusta a gente por não saber como encarar o que fomos. O dia abraça a gente com o olhar diferente do Sol que traz calor das horas que correm tranquilas e do silêncio calmo nublado tempo que edifica.

O som do silêncio

Não procuro nada. Nem mesmo palavras. Falo pouco, exponho pouco, penso muito. Silencio muito. E o faço sabendo Que ninguém vai perguntar nada. A vida adulta é uma correria. Corremos para ter tempo E que tempo a gente tem? Quanto mais o procuramos, Mais ele escorre, fogo Como amizades e sorrisos que se perdem E que não voltam jamais. Não exponho nada. E quero tudo o que me faz sorrir - Não todos os dias - Ninguém é sempre feliz... Quero um mundo de paz Ou ao menos paz no país. E ver o povo sonhando Tendo bons motivos para isso. E acordar todos os dias Tendo poucos e bons amigos, Boas conversas, um bom trabalho, E alguns leves sorrisos diários que me envolvam inteiro E transmitam o amor Que anda tão escasso, frágil, calado Nesses dias estranhos De silêncio e pouco frescor.

Poema Reclinado

O dia se inclina Cálido sobre a serra E reverbera o silêncio das mensagens Que não mais foram escritas. O amor, o choro, o grito De querer te reencontrar Foi substituído pelo calmo olhar meu. Distante, contemplativo, Sonho alto e sou cativo Da realidade que se apresenta. As plantas verdes Sincronizadas São um sinal de esperança vibrante Um canto silencioso Da paz silenciosa e gritante Que o amor, para mim, um dia será.