PRIMAVERA
Meu passado me condena. Fui um homem de muitos amores Fugazes e intensos Como um vapor E a brisa do mar que atravessa A imensidão. Minhas histórias sempre eram tristes Porque sempre buscava um ideal Mulheres que não existiam E só coincidiam com a imagem À minha frente... Confundi amor com egoísmo Dos filmes bobos Que aprendi a gostar. E sendo egoísta Só ouvia a mim mesmo E tudo o que me interessava. E sempre repeti os mesmos erros Mas nunca olhei para trás Mesmo sabendo que o segredo De meu fracasso era o não querer lidar sozinho Com as intemperanças do meu ser. Segui sozinho um longo tempo Jurando ter aprendido algo novo E de repente, você que sempre me ouviu Estava lá e eu também. E eu sorri Para o sorriso que a vida me deu Quando você quis me aceitar E eis que eu mais uma vez Não entendi Neguei os seus problemas Não quis admitir O meu egoísmo travou nossa história É mesmo assim Segui sabendo que, dent...