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Mostrando postagens de janeiro, 2023

Dia de Chuva

Não tive coragem de sair... A chuva caiu e me assustou Com os seus trovões tão estridentes Que nem a porta tentei abrir... Eu gosto do tempo assim... Tão calmo, quase silêncio... Às vezes o vizinho Aumenta o som E toca os bregas mais queridos De sua playlist popular. E eu tão calmo por estar em casa Já não vejo a rua tão altiva Mesmo com tanta gente Tantas vidas Transitando em várias direções...

Poema

São tantas lutas. Faz tanto frio às vezes. É tão quente em outros dias. A gente se sente só. Às vezes tudo parece oco. Parece que o chão não existe. E aí, as flores nascem lentamente... Desabrocham, Lagartas se tornam borboletas, Uma dor se torna um pontapé... E mesmo sem saber, Vamos passo a passo Trilhando, tateando, descobrindo Em conjunto ou sozinhos A ventura dum recomeço.

Vontade

Chove há horas... E vem uma vontade Tão forte, tão intensa De amar novamente, Lentamente, sem ter pressa... Amando como quem contempla O tempo correndo em seu ritmo... Sentindo como quem vai comendo Mingau pelas beiradas do prato E vai tão calmamente Aproveitando o seu sabor... Tão simples - talvez não seja, Não seja tão fácil o amor... Mas bem que eu queria sim Amar sem pressa e medo E encontrar em um sorriso A descoberta de um segredo E sentir de novo a alegria Tão cotidiana enfim De amar mais que querer Sem reservas -  Uma mulher tão real Que me encante E até assuste um pouquinho  Em toda sua verdade.

De pés no Chão

Olhando para o chão Ouvindo involuntariamente O brega que os vizinhos tanto amam, Vou me redescobrindo e lembrando de quem um dia fui... Mesmo sendo hoje Tão calado e solitário Gosto dos sons e ritmos frenéticos Me percebo existindo em meio a um mundo desconexo... E contemplo pouco o céu Tão ligado ao chão que piso Tão incerto e ao mesmo tempo tão firme... Contemplo o imprevisível Que surge a todo instante.