Postagens

Mostrando postagens de fevereiro, 2022

E se...

Se todo o amor prosperasse, Quem hoje eu seria? Quais passos teria dado, Que versos teria escritos. Quais medos teria perdido, Quais sorrisos teria dado, Quantas vezes teria sorrido, E outras (quantas?) teria chorado? Se todo o amor prosperasse, Qual seria o aprendizado? Como estaria o meu olhar Frente ao mundo real, Duro, desordenado? Se todo o amor prosperasse, É certo, Talvez da fé que nele tinha Não houvesse me desviado... Se todo o amor prosperasse, Já não importa... Todo um amor que se viu Já não se sabe Se esvaiu como brisa de uma hora Ou se espera novos rostos Outras histórias Nas quais talvez faça sentido Pensar em todo o amor Ainda não visto e plenamente realizado...

Não Preciso Que Me Compreendam

Não entendo           Quem não compreende A sensibilidade no toque, Nas palavras, Quem não percebe que no silêncio  Vou reconstruindo O meu espaço... Não me surpreendo      Que com tanto tempo Pouco se tenha mudado. Não sou eu a dizer. Tampouco, posso julgar... Além de toda a incompreensão Sigo indiferente... Árido, calmo,   Sincero em silêncio. No ritmo do tempo Vou crescendo      Sem alarde, solitário, suave e intenso...

O tempo inteiro...

Era ela E eu não entendi Não notei Que os versos não eram Tão aleatórios Quanto pensei. Eram gestos Distantes Dispersos Era o som da sua voz Que eu seguia. Nunca fui de buscar seu sorriso Mesmo quando, circunspecto Fitava Seus belos grandes olhos E sem saber Voava Apenas por te ver... E hoje... Na pressa No instante Notei Algo vazio Sentimento até então Preso na estante Que nem eu sabia  Do qual eu vivia Indiferente.