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Mostrando postagens de julho, 2021

Moldes

Vou deixando de querer Velhas perspectivas de amor.  Já não quero mais saber  De flores, cartas, esperas... Vou caminhando bem Sem querer buscar Em qualquer traço Nas ruas, nas redes Um sinal Um espectro De amor Que nunca está Senão nas entrelinhas Daquilo que não entendo, Mas que vaga Com o sol e a lua, Com a chuva, Com o tempo Em todos os lugares. Vou deixando de lado os altares Onde nasce tanta beleza Na consciência. Sigo Explorando a solitude   [Mudando o ritmo Moldando as atitudes Revendo - não só com os olhos         Enquanto piso Esse chão concreto  Extremamente duro e real...

Vôo Livre

Vou a fundo Atrás de uma resposta: Ou vaga pergunta? Que não se esconde Atrás da porta Nem se encontra Nos campos Nas pistas Na multiplicidade ou falta, Mas que se traduz (Não sem complicações!) Naquela velha expressão Com suas complexidades: Falo aqui da liberdade Que não é solidão, Encontrada e vívida Em qualquer canto E em lugar nenhum... Por estar tão livremente Voa leve E não se sabe Onde nasce Aonde morre... Vão aflitos os homens        (Máquinas                     Objetos) Rindo, chorando Sofrendo, sentindo Sem saber   Como viver Ou ter A plena e real liberdade...

O Baile da Lua

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Plena lua cheia. Tão certa de incertezas Surpreende, bela, No fim da madrugada. Por trás das palmeiras A lua plena Vai dourando as águas Do lago pequeno... E nele os peixes vão rodopiando Seguem saltitando, Bailando pra lua, Que, solta na rua, Brilha e encanta A gente Mais uma vez... Alcântara, 24 de junho de 2021.

Flashback[?]

Será que o tempo Se perdeu Ou aquela brisa Ainda vive No silêncio das palmeiras Que lá não havia, Nas lembranças dos versos De mentiras eternas? Passo os dias E passa tudo Mas parece que falta Passar a limpo O instante O tempo Mesmo que ele corra Ainda ressoa Qualquer coisa em mim. Fico logo quieto Não me desconcerto Vou deixando incerto Esse medo bobo De ainda não saber Como enfrentar O imponderável Da voz, do sorriso fofo...

O Baile da Lua

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Plena lua cheia. Tão certa de incertezas Surpreende, bela, No fim da madrugada. Por trás das palmeiras A lua plena Vai dourando as águas Do lago pequeno... E nele os peixes vão rodopiando Seguem saltitando, Bailando pra lua, Que, solta na rua, Brilha e encanta A gente Mais uma vez... Alcântara, 24 de junho de 2021.

BRA$IL

 Quantas mortes... Tanta vida Perdida Esquecida Soterrada Por um tempo a mais de poder Pro fascista de plantão. Voam as aves no céu. E a liberdade aprisionada Mesmo com tantos gritos Entoando palavras vazias Defendem a democracia Com polícia, burgueses e fascistas. E se buscam heróis aos montes. Heróis inexistentes, Enquanto o povo sofre, Sente A falta de tudo na vida...