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Mostrando postagens de outubro, 2020

O Rio do Tempo

  O Rio do Tempo Caminha sereno. Alenta no medo, Traz experiência. Já não mais assusta Se leva uma flor: A flor do exílio, Um exílio de amor.   O Rio do Tempo Já não sabe se ainda sei Esboçar certas reações. Vem devagar na comprida noite, Espera o sol chegar Sem o brilho da Lua Cheia Sincera, larga, plena.   O Rio do Tempo Sempre traz o silêncio, Cortado ao meio Pelas palavras não ditas Que pouco machucam Dadas as circunstâncias Que o instante apresenta...

Vago Tom de Silêncio e Poesia

Sono Parece palpitar de tédio Tão cético Quanto o silêncio da noite que avança Espero Sutis palavras Ou palavras toscas Que rompam Ou dêem certezas Sem meias desculpas. Sincero É o tempo que corre Impiedoso Não deixa a gente esperando Sempre Talvez pelo milagre Daquelas simples palavras que não vem...

Imiscuídos

Vem de forma sutil A força dos teus olhos Quando os dias de distância Fazem sentir o seu peso E me noto ressignificando Palavra por palavra Imiscuindo gestos e trejeitos. Valorizo cada palavra Mas antes de tudo O silêncio que às vezes Caminha entre nós E faz perceber Para mim - que há em você Uma parte nova Singela,  Que remete à paz em meio ao caos: Fragmentos de mim...

Poema - Silêncio

Parede - silêncio A rua plena. Gente que corre e sangra Nos silêncios que vai armazenando. Dia de sol Porém nem tanto. Tudo tão normal E o tempo corre Sem a certeza de nada E tudo parece claro Como o cochilo Das horas mornas Que vem à tarde.

Bras(z)il

Os baluartes da moralidade decaída Bradam aos quatro ventos Que já não há mais nada Nada de corrupção. Só não explicam As contas tortas Desvios de verbas Escancarados Intensos Verbas de gabinete e assessores Nas mãos dos chefes Dinheiro enfiado na bunda... Com todo o marasmo Escancarado Ainda resta toda a desfaçatez E nossa inoperância Cansaço Manipulados Por heróis que prometem toda eleição Salvar a cidade do caos Que sempre está aí E afinal Sempre lhes faz bem. Há dias em que o tempo fechar E a única vontade parece ser A de fugir Pra um país qualquer Sem olhar pra trás Essa vergonha doída Esse terra arrasada De gente marcada Como gado pro abate Sem direitos Sem escolhas Sem educação.

Círculo

O sorriso gentil. O gesto largo. Olho pro céu e te vejo, Doce, tranquilo desejo, Mulher quase ideal, Real e sincera. Os olhos expansivos e doces. A boca perfeita; Seriam desenhados à mão? Tom de mulher da Baixada. Pernas que acompanham meu compasso. Gestos firmes, palavras que contornam, Jeito que conquista, prende. Luar inesperado e gentil.

Poema Fragmento

Sons dispersos da rua. A rede que range, balança... Teu olhar em minha mente. A pessoa real Que povoa dia a dia Sonhos aglutinados Distintos dos dispersos Sons que vem da rua.

À Dama de Vermelho

Hoje foi corrido. A gente correu. Se viu tão depressa, Sem tempo de passar mais tempo junto Nesse dia Naquele momento. No entanto O encanto em te ver Compensa a pressa. Não posso pensar em te fazer caminhar doente Cansada, doída Descontente Por um breve momento Que se esvai Tão logo segues. E vou guardando cada olhar Criando novos versos Pensamento Pra minha flor Que branca e rubra desabrocha Lá nos meus sonhos mais distantes Dos planos que vou criando Pouco a pouco. Pra me agradar