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Mostrando postagens de janeiro, 2025

Chovem os Nossos Fracassos

Chove... E chove tanto, sem que a chuva fosse esperada. Ela vem, E lava as almas tão áridas, E dá o frescor às pessoas, E corta um pouco a dureza do sol, À dureza dos silêncios cotidianos, Enche as pessoas de verdade De vontade, de querer. Chove... E me sinto leve Com todas as gotas que caem sobre o telhado E que, ocasionalmente, numa goteira Caem sobre mim. Eu me sinto calmo, Muito tranquilo, Vou sendo eu mesmo. Um eu que se sente às vezes afastado De si mesmo, E que pensa em como tudo é falho E talvez seja essa a beleza. Chove... E me procuro Em meio aos pensamentos dispersos, Sutis e segmentados. Pareço circunspecto e cabisbaixo... Nossa geração deu errado  Pois quem veio antes de nós  Também não se importou Com tudo o que acontecia  E agora somos  -- Nós e os que vêm em seguida  Meros escravos da tecnologia  Que não sabem agir para mudar Mal sabem pensar  E se perdem em mundos individuais Que a nada levam Que nada mudam na ordem do dia. Chove... E ...