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Mostrando postagens de julho, 2022

Poema para um amigo ausente

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Já fazem dois dias... E eu ainda não sei Como enfrentar a vida Sem o teu contato diário. Ainda não sei Como enfrentar tantas tempestades Sem te abraçar forte E me acalmar um pouco... Por trás do teu olhar Que parecia tão feroz Havia uma doçura Um amor tão certo e filial... Que já não sei se ao longo Do caminho Essa dor em algum momento Dará espaço a novas esperanças Na luz de novos dias... Só sei que te agradeço. Nem sei se eu mereço Todo o amor que de ti ganhei... São Luís, 31 de julho de 2022.

Poema sem Poesia

Nem sempre tenho as palavras certas. Desde que parei de escrever cartas, Desde que me perdi tentando esquecer... Há tantas noites não fito a lua... Fico sorrindo com coisas bobas, E mesmo assim, noto Que sigo indiferente Como se o sentir de fato Já não fizesse mais sentido... E é tão estranho. Eu já não sou O que conheço, Já não sei o que já fui Mesmo sabendo os passos Que dei. Há tantas noites não fito a lua... Há tantos dias não percebo a rua Com suas histórias que vão e vem.

Poema

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O sol está tão baixo… O dia surgiu ainda pouco E já se inclina… O vento não corre. As vitórias régias já não desabrocham… É tão seco e tão duro esse inverno Que o clima insiste em estar frio… Desde quando o tempo Passou a correr espaçado, Vou vivendo meio sem saber Como o tempo atravessa rasgado.